Correio do Povo | Notícias | Funcionários da Ryanair paralisarão as atividades em cinco países europeus

Porto Alegre, sexta-feira, 20 de Setembro de 2019

  • 13/09/2018
  • 08:44
  • Atualização: 09:08

Funcionários da Ryanair paralisarão as atividades em cinco países europeus

Greve provocará o cancelamento de 400 voos

Medida levará ao cancelamento de 400 voos | Foto: Divulgação / Instagram / CP

Medida levará ao cancelamento de 400 voos | Foto: Divulgação / Instagram / CP

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  • AFP

Os sindicatos convocaram o pessoal de cabine da companhia aérea irlandesa de baixo custo Ryanair a fazer greve no próximo dia 28, anunciou o sindicato belga CNE/LBC nesta quinta-feira, indicando que a paralisação acontecerá em cinco países europeus. O líder do CNE, sindicato afiliado à Confederação de Sindicatos Cristãos, Yves Lambot, disse que a greve será realizada em Espanha, Portugal, Itália, Bélgica e Holanda.

Os funcionários reivindicam uma melhora de suas condições de trabalho e, em especial, que seus contratos estejam baseados na legislação de seu país de residência, e não na Irlanda. "Infelizmente, continuamos discutindo sem qualquer resultado. Nos prometeram para 2022 a transformação dos contratos em contratos nacionais. É muito longe para nós", afirmou Lambot.

Pouco antes do anúncio em Bruxelas, a companhia dirigida por Michael O'Leary, garantiu que a greve será um "fracasso" e que se prevê apenas "um pequeno número de cancelamento de voos", segundo seu diretor de marketing, Kenny Jacobs.

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Em 28 de setembro, a maior greve na história da companhia - de acordo com os sindicatos - será realizada após uma paralisação em cinco países em agosto. A medida levou ao cancelamento de 400 voos em pleno período de férias e afetou 55 mil passageiros.

Apesar da série de paralisações, a direção mantém a queda de braço com os trabalhadores. A greve de 24 horas de pessoal de cabine e pilotos realizada nesta quarta-feira na Alemanha é um sinal disso. Pelo menos 150 voos foram anulados. "Não queremos greves, mas estamos dispostos a suportá-las, se isso significa defender nossos custos e nossa capacidade para oferecer preços baixos", acrescentou O'Leary.