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  • 08/01/2017
  • 10:17
  • Atualização: 11:07

Nova rebelião deixa ao menos quatro mortos em Manaus

Motim ocorreu na Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa

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Quatro detentos foram mortos na madrugada deste domingo na cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, no Centro de Manaus. Três deles foram decapitados.O local abriga os presos que foram transferidos do Complexo Penitenciário Anísio Jobim, o Compaj. As equipes do Instituto Médico Legal e da Polícia Militar estão no local e a Secretaria de Administração Penitenciária faz a contagem dos presos.

A Cadeia Pública de Manaus estava desativada desde outubro do ano passado por conta das péssimas condições de conservação, mas teve de ser reativada para abrigar os presos que corriam risco de morte no Compaj. Com as novas vítimas, o número de presos mortos no Amazonas por conta dos desdobramentos da guerra entre as facções Família do Norte e Primeiro Comando da Capital (PCC) sobe para 64. Em Boa Vista (RR), na semana passada, houve mais 33 mortos.

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O secretário de Administração Penitenciária do Amazonas, Pedro Florêncio, confirmou as mortes e afirmou que não se trata de briga de facção pelo fato de não haver no local presos de grupo diferentes. "Não houve briga de facção porque todo mundo era do mesmo grupo. Todos eram os presos que eram ameaçados, que não tinham convivência, que estavam em áreas de seguro, de isolamento, nos outros presídios. Quando houve aquela rebelião, com as ameaças de matá-los também, nós os trouxemos para cá. Eles se matam entre eles mesmos", explicou. Para Florêncio, as mortes desta madrugada ainda são "algo incompreensível".

A Família do Norte é apontada pela Polícia Federal como a terceira maior facção do Brasil - atrás apenas do PCC e do Comando Vermelho. A organização criminosa surgiu por volta do ano de 2006 após a união de dois grandes traficantes amazonenses que cumpriam suas penas em presídios federais.