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Porto Alegre, segunda-feira, 29 de Maio de 2017

  • 10/01/2017
  • 07:32
  • Atualização: 07:47

Força Nacional chega a Manaus para ajudar no controle de presídios

Cerca de 200 policiais prestarão apoio no perímetro das penitenciárias

Força Nacional chega a Manaus para ajudar no controle de presídios  | Foto: Raphael Alves / AFP / CP

Força Nacional chega a Manaus para ajudar no controle de presídios | Foto: Raphael Alves / AFP / CP

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  • Correio do Povo

Para controlar um dos focos da crise no sistema penitenciário no Brasil, a Força Nacional chegou nesta terça-feira a Manaus, a cidade onde mais de 60 presos morreram durante uma rebelião ocorrida no Complexo Anísio Jobim. Segundo informações da Folha de São Paulo, os soldados desembarcaram de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) com equipamentos e viaturas que serão usados no município. 

A autorização para utilização de cerca de 200 policiais militares em Manaus e Roraima partiu do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, a pedido de governadores dos dois estados. Segundo Moraes, os homens irão realizar policiamento, apoio nos bloqueios e apoio no perímetro das penitenciárias. 

Moraes salientou nessa segunda-feira que a Força Nacional não fará a segurança dentro das penitenciárias. “Nenhum pedido para a Força Nacional agir como agente penitenciário será deferido. Isso é ilegal pela lei que criou a Força Nacional. Ela é composta de policiais militares e há uma unanimidade, independente de ideologia, de que quem prende não deve cuidar. Isso é uma contingência legal", explicou.

A governadora de Roraima, Suely Campos, havia pedido ao Ministério da Justiça o apoio da Força Nacional para atuar “no controle da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo”. Na última sexta-feira, um confronto entre detentos deixou 33 mortos na unidade. O contingente de policiais será enviado, mas não para este fim. “O apoio às barreiras, recaptura de presos, escolta de presos para irem ao fórum ou em transferências; isso a Força Nacional pode fazer. E foi definido tanto para Roraima, quanto para o Amazonas”, explicou Moraes.