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Porto Alegre, segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

  • 05/12/2017
  • 12:09
  • Atualização: 13:28

Chacina em Gravataí teria sido realizada por facção envolvida em atentado

Um dos atiradores já foi identificado e está com prisão preventiva decretada

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  • Raphaela Suzin

A Polícia Civil investiga a chacina que deixou três mortos e três feridos em Gravataí, na Região Metropolitana, na noite de segunda-feira. A principal suspeita é de que os criminosos – que atiraram contra uma casa no bairro Planaltina – sejam da mesma facção que cometeu o atentado no bairro Morada do Vale II. Na ação, duas pessoas morreram e 33 ficaram feridas.

A motivação também é a mesma, de acordo com o delegado Felipe Borba, da Delegacia de Homícidios de Gravataí: a disputa pelo tráfico de drogas de facções rivais. “Já temos uma linha forte de investigação no sentido de que teria sido uma ação da mesma facção que promoveu o atentado. A facção Anti Bala”, ressaltou o delegado.

A Polícia identificou por volta do meio-dia desta terça-feira um dos atiradores. Ele está com prisão preventiva decretada. O homem é um dos participantes do atentado de 22 de outubro. Os policiais estão verificando se câmeras de segurança registraram os outros criminosos.

A casa – que foi alvejada por tiros disparados por pelo menos quatro pessoas – funcionava como ponto de tráfico comandado pela facção Os Manos. Quem gerenciava o local era Janaína Santos Santos, 42 anos, que morreu durante o tiroteio. O filho dela, um adolescente, de 16, era quem distribuía a droga na rua. Ele também foi atingido por tiros e morreu durante a ação. A terceira vítima é Andressa Pedro Fernandes, de 18.

O crime

Por volta das 19h05min, pelo menos quatro homens chegaram à residência, na rua Joaquim Duarte, bairro Planaltina, em um veículo Astra de cor preta. Eles desceram do carro e atiraram contra a casa. Seis pessoas foram baleadas, sendo que três morreram. Os feridos estão internados no Hospital Dom João Becker, sendo duas meninas – de 10 e 14 anos – e um jovem de 19.

Disque denúncia

A Polícia Civil pede que quem tiver alguma informação sobre o caso repasse pelo telefone (51) 39452741 ou pelo WhatsApp (51) 98608-8876. O sigilo é garantido.