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Porto Alegre, sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

  • 05/12/2017
  • 12:29
  • Atualização: 12:54

Com 112 vagas, novo centro de triagem é inaugurado em Porto Alegre

Local com oito celas fica em área anexa à Cadeia Pública

Centro de triagem tem 112 vagas | Foto: Reprodução / Governo do RS / CP

Centro de triagem tem 112 vagas | Foto: Reprodução / Governo do RS / CP

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  • Correio do Povo

O Centro de Triagem III, com 112 vagas, entrou nesta terça-feira em funcionamento em Porto Alegre. Localizado em uma área anexa à Cadeia Pública, o local tem 14 celas com capacidade para oito presos provisórios em cada. Com área total de 486,86 metros quadrados, construído em sistema de monobloco de concreto, a nova unidade teve custo de R$ 3,3 milhões aos cofres públicos estaduais.

O espaço será inicialmente ocupado com os detidos nas delegacias. Em março deste ano, havia sido aberto o primeiro centro de triagem, com 72 vagas, na avenida Salvador França e, em agosto, entrou em operação o segundo, com 96 vagas, em uma área anexa à Cadeia Pública. Os três juntos, cujo controle é feito pela Brigada Militar, somam 280 vagas.

Na manhã desta terça-feira, o governador José Ivo Sartori e o secretário estadual da Segurança Pública, Cezar Schirmer, visitaram o CT III. Eles aproveitaram para anunciar a assinatura nesta quarta-feira do contrato para a construção de um novo presídio que ficará situado também junto à Cadeia Pública. Em troca da obra, o Grupo Zaffari ficou com o prédio da Fundação para o Desenvolvimento de Recursos Humanos (FDRH) na avenida Praia de Belas. A futura penitenciária, com 416 vagas no regime fechado, será construída em um prazo de dez meses. “Nesta terça-feira mesmo pode começar a obra”, enfatizou A solenidade ocorre durante ato no Palácio Piratini.

O secretário Cezar Schirmer destacou que a abertura do CT III significa que “o governo está agindo para resolver ou ao menos amenizar o problema do sistema prisional”. A expectativa dele é também que não ocorram novas interdições judiciais, como aconteceu com o CT II. “A interdição impede de conversar. Em sempre prefiro integração do que interdição. O elo frágil da segurança pública é o sistema prisional. É um problema de décadas. Se não houve compreensão, colaboração e espírito construtivo, não tem saída e nem alternativa”, disse.