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Porto Alegre, segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

  • 06/12/2017
  • 14:36
  • Atualização: 15:56

Prefeitura de Porto Alegre exonera funcionário suspeito de estupro de vulnerável

Homem, de 49 anos, foi preso pela Polícia Federal por ter abusado de uma menina, de 6 anos

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  • Correio do Povo

A prefeitura de Porto Alegre exonerou nesta quarta-feira um funcionário público municipal, em cargo de comissão, suspeito por estupro de vulnerável. O homem, de 49 anos, foi preso pela Polícia Federal por ter abusado de uma menina, de 6 anos, durante um voo entre Guarulhos, em São Paulo, e Porto Alegre, na madrugada de segunda. De acordo com nota do Executivo municipal, a investigação do caso segue sendo feita pela Justiça Federal.

Conforme relato da mãe da menina, o ato libidinoso teria ocorrido no avião, enquanto a criança dormia. A mãe percebeu o abuso e acionou a tripulação do voo, que comunicou o fato à Polícia Federal.

O homem é natural do Rio de Janeiro e já trabalhou como professor de português em escolas de Porto Alegre. Ele segue preso na Superintendência da PF em Porto Alegre, onde permanece à disposição da Justiça Federal.

Segundo o artigo 217-A da Constituição Federal, enquadra-se em estupro de vulnerável qualquer conjução carnal ou ato libidinoso com menor de 14 anos.

O advogado Ruiz Daniel Ritter, defensor do suspeito, informou que seu cliente saiu da carceragem da Polícia Federal, na Capital, no final da tarde. Segundo a decisão judicial, o investigado deverá usar uma tornozeleira eletrônica. “Não houve qualquer ato com conotação sexual”, afirmou o advogado. “A defesa, inclusive, considera um absurdo que um mal-entendido tenha gerado uma repercussão como esta na Justiça”, comentou Ritter, salientando que o seu cliente foi surpreendido com a chegada dos agentes da Polícia Federal no saguão do Aeroporto Internacional Salgado Filho.

A exoneração do suspeito de seu cargo também será averiguada, salientou o defensor. Porém, afirmou Ritter, o mais importante era, primeiro, conseguir a liberdade do investigado. “Vamos averiguar a situação (da exoneração) com mais calma”, afirmou o advogado de defesa.