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  • 10/01/2018
  • 15:52
  • Atualização: 16:01

Novos advogados do suspeito de matar crianças em NH levarão caso à Justiça Federal

Defensores alegam que no conjunto probatório não há comprovação de envolvimento do "bruxo"

Novos advogados do suspeito de matar crianças em NH levarão caso à Justiça Federal | Foto: Alina Souza

Novos advogados do suspeito de matar crianças em NH levarão caso à Justiça Federal | Foto: Alina Souza

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  • Jessica Hübler

A nova defesa do "bruxo" suspeito de ter esquartejado duas crianças durante possível ritual macabro quer levar a discussão para o âmbito Federal. O Escritório Mejìa Advogados que assumiu a defesa a partir do abandono por parte de Denise Dal Molin Pellizzoni, definiu que a primeira estratégia é levar o caso para julgamento na Justiça Federal. Agora, os advogados Marco Alfredo Mejía, José Felipe Lucca e Evandro Mariani estão responsáveis pela defesa do suspeito.

Conforme Mejía, a primeira providência a ser tomada pelo grupo de defensores é solicitar que o caso seja julgado pela Justiça Federal. “Se houve o envolvimento de crianças argentinas e se há suspeita de tráfico infantil, isto é de competência da Justiça Federal, não da Justiça comum”, afirmou. Ainda conforme ele, a prisão se trata de discriminação religiosa. “Vamos também solicitar a liberdade provisória dele e comprovar que se trata de uma disputa religiosa. No conjunto probatório não há comprovação de envolvimento dele”, ressaltou.

Nesta quarta-feira, o desembargador Sylvio Baptista Neto, da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, negou o pedido de liberdade do suspeito. Assim, o homem seguirá preso por tempo indeterminado.

De acordo com a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça, na decisão, o desembargador pediu mais informações do caso ao juiz do Foro de Novo Hamburgo. Detalhes sobre a liminar não foram divulgados já que o processo tramita em segredo de justiça.