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  • 11/01/2018
  • 20:11
  • Atualização: 23:14

Advogado do “líder da seita” diz que processo é vazio e tendencioso

“É uma acusação leviana”, criticou advogado, sobre caso de crianças mortas em Novo Hamburgo

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  • Jessica Hübler

A defesa do “líder da seita” teve acesso, nesta quinta-feira, a todos os documentos que constam no inquérito que está apurando a responsabilidade dele e dos demais acusados no crime de assassinato e esquartejamento das duas crianças em Novo Hamburgo. Conforme o advogado do acusado, Marco Alfredo Mejia, mesmo antes de ter acesso ao inquérito, na quarta-feira, a defesa já havia encaminhado à Justiça o pedido de liberdade. A expectativa do advogado é de que haja um posicionamento do Poder Judiciário sobre o pedido na próxima segunda-feira.

• Delegado busca provas “mais técnicas”

“Queremos ver mais provas técnicas que no processo não estão. Na verdade não tem nada. Assustadoramente não tem nada. Eles estão baseando toda a investigação e a acusação em duas testemunhas que não dizem praticamente nada. É uma acusação leviana, na verdade”, disse Mejia. Segundo ele, o processo é muito carente de provas. “Eles (delegados) querem levar a acusação pelo fundo religioso. A prisão é totalmente injusta”, ressaltou.

Conforme Mejia, o cliente dele está completamente apavorado. “Ele é inocente, nunca matou ninguém. Não tem um resquício de sangue na casa dele. Todos os vizinhos conheciam ele e não tinham nada de ruim para falar. Infelizmente preciso dizer que é um processo tendencioso, com cunho religioso e falso”, destacou. O processo, de acordo com o advogado, não possui profundidade técnica, está completamente vazio. “E outra coisa, volto a ressaltar que, se as crianças envolvidas no caso são argentinas, é preciso que a questão seja encaminhada à Justiça Federal. Fizemos este pedido à Juiza ontem, pedimos que ela remeta o processo para o âmbito Federal, pois estamos falando de crianças estrangeiras”, relatou.

Para Mejia, não existe qualquer informação que ligue o cliente dele ao crime pelo qual está sendo acusado. “É um dos processos mais vazios da minha vida. Parece apenas uma narrativa, uma crônica policial. Pessoas inocentes estão sendo acusadas apenas por duas testemunhas e por indícios vazios”, afirmou.