Correio do Povo | Notícias | Inquérito sobre agressão contra professora de escola de Porto Alegre será concluído até sexta-feira

Porto Alegre, quarta-feira, 18 de Setembro de 2019

  • 06/11/2018
  • 12:47
  • Atualização: 12:52

Inquérito sobre agressão contra professora de escola de Porto Alegre será concluído até sexta-feira

Delegada disse que violência não foi cometida por vingança

Professora foi agredida em frente à escola | Foto: Álvaro Grohmann / Especial / CP

Professora foi agredida em frente à escola | Foto: Álvaro Grohmann / Especial / CP

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A titular da 8ªDP de Porto Alegre, delegada Vandi Lemos Tatsch, pretende concluir até sexta-feira o inquérito sobre a agressão contra uma professora da Escola Municipal de Ensino Fundamental Grande Oriente do Rio Grande do Sul, na rua Wolfran Metzler, no bairro Rubem Berta. O indiciamento da agressora, irmã de um aluno, ainda não foi definido.

Nesta segunda e terça-feira, foram colhidos os depoimentos da vítima que teve até os dentes quebrados, o estudante e a irmã dele. “Não foi por vingança”, revelou a delegada, referindo-se ao que provocou a agressão feita com o braço. “Não houve soco”, constatou. “A coordenadora tem ordem de chamar os alunos às 19h. Ela chamou, e o guri disse que não ia entrar. A irmã dele tirou as dores dele. Ninguém esperava essa atitude. Ninguém entende como aconteceu aquilo”, disse a delegada, lembrando que a agressora tem três filhos no próprio estabelecimento de ensino. “A agressora arrependeu-se mas ela vai responder igual”, afirmou a titular da 8ª Delegacia de Polícia. “Tomamos uma atitude para clarear toda a situação e que isso não torne a acontecer por que daqui a pouco todos alunos vão estar batendo nas professoras”, concluiu.

O incidente ocorreu no início da noite de 31 de outubro, em frente à instituição de ensino. A professora agredida, de 59 anos, necessitou de atendimento no Hospital de Pronto Socorro. Na manhã seguinte, as aulas foram suspensas e ocorreu uma reunião da comunidade escolar e até uma passeata contra a violência.

A Guarda Municipal reforçou a segurança na escola que possui cerca de 1,3 mil alunos e em torno de 80 professores nos três turnos. Até a Secretaria Municipal da Educação posicionou-se sobre o caso. “A professora exercia as suas funções de coordenação. A Smed repudia e considera inaceitáveis atos de agressão na comunidade escolar e segue comprometida em promover um ambiente de paz nas escolas”, manifestou em nota oficial.