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Porto Alegre, quinta-feira, 19 de Abril de 2018

  • 13/04/2018
  • 09:57
  • Atualização: 10:39

Presos integrantes de quadrilha que assalta bancos com explosivos no interior do RS

Dupla estaria cooptando e pagando testemunhas para depor a favor deles em audiência

Homens foram detidos em Guaíba, na região Metropolitana | Foto: Polícia Civil / Divulgação / CP

Homens foram detidos em Guaíba, na região Metropolitana | Foto: Polícia Civil / Divulgação / CP

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  • Correio do Povo

Em mais uma ação para combater o ataque a bancos no Rio Grande do Sul, a Polícia Civil prendeu preventivamente nesta sexta-feira integrantes de uma das principais organizações criminosas de roubo a agências bancárias com uso de explosivos. Os dois suspeitos – conhecidos como Marcelo Negrão, 40 anos, e Vagner, 35 - foram detidos em Guaíba, na região Metropolitana.

A investigação do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) apontou que Marcelo Negrão estaria envolvido em recentes ataques a bancos com explosivos, principalmente em Camaquã, Tapes, Mariana Pimentel, Butiá e Amaral Ferrador.

A Polícia Civil monitora o assaltante desde novembro de 2016, quando ele participou de uma tentativa de ataque ao Banco do Brasil na região Central de Arroio dos Ratos, na região Carbonífera. Durante o ataque, houve uma intensa troca de tiros e mais de 100 disparos de fuzil foram efetuados. No tiroteio, um policial civil foi ferido por uma bala.

Já na casa de Wagner, em Guaíba, agentes do Deic encontraram diversos explosivos durante mandado de busca e apreensão no início de 2017. Os detonadores seriam usados pela organização criminosa em futuros ataques a bancos.

Durante o monitoramento de Negrão, a Polícia Civil percebeu que ele e Wagner estariam combinando depoimentos já que a audiência que julgará a participação dos dois em, pelo menos, cinco assaltos com explosivos já está marcada.

“Em virtude da audiência que se aproximava, eles estavam combinando depoimentos, cooptando e pagando testemunhas. Isso prejudica o bom andamento do processo e por isso foi pedida a prisão preventiva deles”, explicou o delegado João Paulo de Abreu.