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Porto Alegre, quarta-feira, 19 de Junho de 2019

  • 15/01/2019
  • 00:23
  • Atualização: 00:26

Grafites em homenagem a Marielle e Maria da Penha são refeitos no Rio

Artes tinham sido vandalizadas meses após criações

Artes tinham sido vandalizadas meses após criações | Foto: Fernando Frazão / ABr / CP

Artes tinham sido vandalizadas meses após criações | Foto: Fernando Frazão / ABr / CP

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  • Agência Brasil

A viúva da vereadora Marielle Franco, Mônica Benício, refez no início da noite desta segunda-feira o grafite em homenagem à parlamentar assassinada que havia sido pintado pela ativista paquistanesa Malala Yousafzai em julho do ano passado e vandalizado cinco meses depois. Também foi refeito o grafite em homenagem à ativista Maria da Penha, que tinha sido apagado com tinta preta no dia 10 de dezembro, quando é comemorado o Dia Internacional dos Direitos Humanos.

A homenagem a Marielle e Maria da Penha foi feita por Malala, usando a técnica stencil em parceria com a grafiteira Panmela Castro. O stencil consiste no uso de uma forma com o traçado do desenho a ser pintado. Panmela é fundadora da Rede Nami, um grupo que forma grafiteiras e discute violência conta a mulher na favela Tavares Bastos, na zona sul do Rio de Janeiro.

A grafiteira disse que refazer o retrato de Marielle no muro, com o apoio da dona da casa, foi um ato de resistência. "As pessoas estão tentando abafar o que aconteceu e tirar a nossa voz, mas a gente está resistente. A gente vai refazer quantas vezes precisar", disse Panmela, que também distribuiu 600 cartazes que trazem reproduções do grafite de Marielle.

Panmela organizou o ato para refazer o grafite e teve o apoio de coletivos de mulheres lésbicas e blocos de carnaval. Mônica Benício comentou que fez questão de participar e reconstruir a homenagem com suas próprias mãos, usando a mesma técnica usada por Malala. "Queria que fosse feito com solidariedade, com afeto e com amor. Pedi a participação de blocos coletivos e das mulheres da resistência sapatão, para fazer algo com cara de Marielle, com alegria. Ela era uma pessoa que gostava muito de celebrar a vida. É fundamental para a gente dizer que vai ter resistência e que a memória da Marielle não vai ser violentada e não ser esquecida", frisou Mônica.