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Porto Alegre, domingo, 17 de Dezembro de 2017

  • 11/10/2017
  • 17:54
  • Atualização: 17:56

Dilma diz que "não há prova alguma de qualquer ilícito" do Conselho da Petrobras

Declaração foi dada após o bloqueio de bens referentes à aquisição da refinaria de Pasadena

Declaração foi dada após o bloqueio de bens referentes à aquisição da refinaria de Pasadena | Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil / CP Memória

Declaração foi dada após o bloqueio de bens referentes à aquisição da refinaria de Pasadena | Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil / CP Memória

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A ex-presidente Dilma Rousseff reagiu à decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), que determinou nesta quarta-feira o bloqueio de seus bens e demais membros do Conselho de Administração da Petrobras, devido a irregularidades que, segundo a corte, teriam ocorrido na aquisição da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA).

Por meio de nota, a defesa de Dilma afirmou que "não há prova alguma de qualquer ilícito praticado pelo Conselho Administrativo da Petrobras" e que "muitos dos seus integrantes eram empresários do mercado, com experiência em gestão e aquisições".

A defesa da ex-presidente declarou que nenhum dos membros do conselho tinha ligação política com o governo. "Está claro, pelas próprias atas do Conselho de Administração da Petrobras, que a compra de 50% das ações de Pasadena foi feita com base em avaliações e informações jurídicas e financeiras consideradas íntegras e cabais. Dois anos depois, o Conselho foi informado que tais informações eram parciais e incorretas, transmitidas por diretor hoje condenado por corrupção", informou.

A nota divulgada pela assessoria de imprensa de Dilma destaca o trecho de um parecer do Ministério Público Federal, de 22 de julho de 2014, o qual afirma que "não é possível imputar o cometimento de delitos de nenhuma espécie aos membros do Conselho de Administração, mormente quando comprovado que todas as etapas e procedimentos referentes ao perfazimento do negócio foram cumpridas".

O TCU, em diversos julgamentos entre 2014 e 2017, diz a defesa, isentou o Conselho de Administração da Petrobras, presidido por Dilma Rousseff, de prejuízo na compra de Pasadena. "A presidenta eleita Dilma Rousseff vai apresentar mais uma vez o devido recurso para comprovar que não houve qualquer ato ilegal ou irregular que o Conselho à época tivesse conhecimento." O bloqueio de bens pelo TCU também atinge os ex-membros do conselho Antonio Palocci,

José Sergio Gabrielli, Claudio Luis da Silva Haddad, Fabio Colletti Barbosa e Gleuber Vieira. O montante cobrado de todos é de US$ 580 milhões. Cabe recurso da decisão do tribunal.