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Porto Alegre, sábado, 17 de Agosto de 2019

  • 31/10/2017
  • 12:17
  • Atualização: 13:58

Ex-presidentes da FEE entregam carta em defesa da instituição

Processo de extinção já teve início e deverá ser concluído até abril de 2018

Reunião durou mais de uma hora | Foto: Guilherme Testa

Reunião durou mais de uma hora | Foto: Guilherme Testa

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  • Mauren Xavier

Um grupo de sete ex-presidente da Fundação de Economia e Estatística (FEE) entregou nesta terça uma carta em defesa à instituição. Apesar da tentativa, o atual presidente Miguel Ângelo Gomes de Oliveira destacou que o processo de extinção já teve início e deverá ser concluído até abril de 2018. Inclusive, na sala onde ocorreu a reunião, o organograma da fundação estava exposto na parede, com os setores, cargos e os nomes de funcionários.

Em reunião cordial, que durou mais de uma hora, os ex-presidentes apresentaram argumentos contra a extinção, mas o atual assegurou que o processo será executado. Inclusive adiantou que na próxima semana terá início o trabalho de uma comissão de transição. Uma das primeiras medidas será a demissão dos funcionários com menos de 3 anos. Pelo projeto aprovado em dezembro de 2016, prevê que os serviços sejam repassados para a Secretaria Estadual de Planejamento.

Produzido pela Associação de Servidores da FEE, o documento foi ao encontro da manifestação feita pelos ex-presidente durante o encontro. Com título “A defesa da FEE é a defesa do interesse público”, a carta destaca características do trabalho executado na instituição. A instituição foi resumida como tendo “reputação irretocável, capacidade técnica reconhecida nacional e internacionalmente e contribuição estratégica para a tomada de decisão e o publicação público”. Fez defesa ainda aos servidores, repudiando “perseguições” e destacando que o corpo técnico soma 38 títulos de doutorado e 94 de mestrado.

Uma das manifestações veio de Wrana Maria Panizzi, que enalteceu que a presença de ex-presidentes, que integraram diferentes governos e partidos, é uma prova de que a união é pela defesa da instituição. “A nossa preocupação vai desde a instituição como tal, mas que ninguém pensa que elas podem ser cortadas. É acabar com uma produção de conhecimento que não será tão fácil reconstruída”, afirmou.

O documento também apontou que a importância do acervo e bancos de dados estatísticos, que são fundamentais para o desenvolvimento de políticas públicas no Estado. “É essa inteligência (corpo de funcionários) que produz e preserva 993 variáveis sociais e econômicas, com dados desde 1970, de acesso aberto e gratuito”, aponta. Além disso, desde 1973, foram mais de 2 mil publicações.

A carta foi assinada, entre outros, pelos seguintes ex-presidentes: Antonio Carlos Fraquelli (1975 /1993-1995 /2006); Joal de Azambuja Rosa (1981-1985); Mario Baiocchi (1985-1987); Wrana Maria Panizzi (1989-1991); Rubens Soares de Lima (1995-1998); José Antonio Fialho Alonso (1999-2003); Adelar Fochezatto (2007-2011); Adalmir Antonio Marquetti (2011-2014).