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Porto Alegre, quinta-feira, 23 de Novembro de 2017

  • 14/11/2017
  • 09:32
  • Atualização: 09:36

Meirelles volta a dizer que crê na aprovação da reforma da Previdência neste ano

Ministro garantiu que governo fará cortes que forem necessários para cumprimento de meta fiscal de 2018

Ministro garantiu que governo fará cortes que forem necessários para cumprimento de meta fiscal de 2018 | Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil / CP

Ministro garantiu que governo fará cortes que forem necessários para cumprimento de meta fiscal de 2018 | Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil / CP

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O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, repetiu nesta terça-feira que acredita na aprovação da reforma da Previdência ainda este ano e garantiu que o governo fará os cortes de gastos que forem necessários para o cumprimento da meta fiscal de 2018. O ministro também assegurou o reajuste do Bolsa Família no próximo ano.  Ao defender a aprovação da Reforma da Previdência, Meirelles mais uma vez citou países - como a Grécia - nos quais os governo precisaram cortar os valores das aposentadorias.

"O nosso objetivo principal é garantir a todos os brasileiros que eles tenham segurança de que vão receber a sua aposentadoria no valor integral", afirmou o ministro, em entrevista à rádio Jovem Pan de São Paulo. Meirelles disse ser prematuro comentar alternativas à reforma, porque, segundo ele, a expectativa de aprovação do projeto seria muito grande. "Acreditamos que esse assunto será tratado com responsabilidade e acreditamos na aprovação pelo Congresso, que é soberano", acrescentou. Em todo caso, o ministro garantiu que a meta fiscal de déficit de R$ 159 bilhões no próximo ano será cumprida e avisou que o governo fará todos os cortes de gastos necessários para isso. "A meta fiscal do próximo ano será atingida de qualquer maneira, porque nós temos o compromisso e cortes adicionais de despesas serão efetuados, se necessário", respondeu.

Meirelles explicou que a Reforma da Previdência não tem um alívio de despesas imediato para o próximo ano, mas indica uma trajetória para os gastos nos anos seguintes. "A economia é muito formada pelas expectativas dos consumidores e dos investidores. Se todos começam a achar que governo terá dificuldades em pagar as suas contas sem a reforma, isso começa a abalar a confiança na economia", afirmou.

Por isso, acrescentou, Meirelles, a aprovação da Reforma da Previdência ainda este ano ajudaria a mostrar aos agentes econômicos que o governo terá contas sustentáveis no futuro. "Esse é o impacto maior que pode haver a partir de 2018 com a reforma", arrematou. Apesar de já deixar claro que despesas serão cortadas em 2018, Meirelles garantiu o reajuste do Bolsa Família no próximo ano. "O aumento do Bolsa Família está previsto e é necessário por justiça social", considerou.

Questionado sobre a possibilidade de aumentos de impostos para se chegar à meta fiscal do próximo ano, o ministro citou que já existem propostas "muito específicas" no Congresso, como o projeto enviado pelo governo para a tributação de fundos exclusivos. "Trabalhamos a Reforma Tributária e esperamos que haja acordo entre parlamentares, Estados, municípios e o Executivo. A finalidade da reforma é simplificar sistema e não aumentar imposto", ressaltou. Meirelles negou ainda que o governo planeje novas isenções do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).