Porto Alegre

25ºC

Ver a previsão completa

Porto Alegre, segunda-feira, 23 de Abril de 2018

  • 18/12/2017
  • 12:37
  • Atualização: 12:49

Quem defender reformas não terá como se dissociar da minha gestão, diz Temer

Presidente afirmou ter ousado na política administrativa e econômica do país e que reflexo virá na campanha do próximo ano

Presidente afirmou ter ousado na política administrativa e econômica do país e que reflexo virá na campanha do próximo ano | Foto: Alan Santos / PR / CP

Presidente afirmou ter ousado na política administrativa e econômica do país e que reflexo virá na campanha do próximo ano | Foto: Alan Santos / PR / CP

  • Comentários
  • AE

Contrapondo declarações recentes do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o presidente Michel Temer reforçou na manhã desta segunda-feira que, em 2018, o candidato da base terá que fazer a defesa do legado de seu governo e que qualquer um que defender as reformas não terá como se dissociar de sua gestão. "Quem for candidato à Presidência da República e dizer que vai continuar ou terá também um governo de reformas estará cravado na sua

campanha a tese do acerto do nosso governo", disse, em evento da Fundação Ulysses Guimarães, braço político do PMDB.

Em entrevista à "Folha de S Paulo" neste fim de semana, Maia afirmou que o candidato à Presidência da base aliada em 2018 não precisará ter o nome de Temer tatuado na testa. Segundo ele, basta que o candidato tenha uma agenda de reformas para garantir que o País vai continuar a crescer. Temer falou que ousou "fazer uma revolução na política administrativa e econômica do País" e que na sua campanha do ano que vem "estará gravado" que o governo tem um programa.

No discurso, o presidente lembrou que chegou ao poder com "um programa determinado" e, sem citar a ex-presidente Dilma Rousseff, disse que ao assumir resolveu adotar os programa Ponte para o Futuro, do PMDB, que tinha sido ignorado por sua antecessora. "Não foi sem razão que o governo vigente tomou aquele gesto de oposição", disse, ressaltando: "é claro que não esperávamos chegar ao poder".

Além disso, afirmou que está fazendo "precisamente o que está no Ponte para o Futuro" e que o partido teve "coragem e ousadia". "Com todas as oposições ferozes que foram realizadas no período, a primeira foi dizer que houve um golpe, quando as pessoas não viam a constituição brasileira", afirmou. Temer disse ainda que muitas vezes houve "oposição física, sem argumentos" e que mesmo assim seu governo levou adiante a programa do PMDB.

Jucá afirma que reformas têm carimbo do PMDB

Seguindo o tom do presidente Michel Temer, o presidente do PMDB, senador Romero Jucá (RR), disse nesta segunda-feira que o governo está deixando um "legado" e que essas ações têm o "carimbo" do partido. Para Jucá, as medidas tomadas pelo governo para tirar o País da crise mudaram as vidas das pessoas e é preciso que o partido defenda isso. "Nós temos que ter o carimbo do PMDB nas ações que o presidente Michel Temer está fazendo. Na eleição do ano que vem nós temos que defender esse legado", disse.

As declarações foram entendidas como uma resposta ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Em entrevista ao jornal "Folha de S.Paulo" no último domingo Maia afirmou que o candidato à Presidência da base aliada em 2018 não precisaria ter o nome de Temer tatuado na testa. Segundo ele, bastaria que o candidato defendesse uma agenda de reformas. Jucá também afirmou que na convenção do partido, marcada esta terça-feira será feita a mudança do nome da legenda para MDB. "Nós não queremos ser só uma força política, queremos ser um movimento", disse.