Porto Alegre

23ºC

Ver a previsão completa

Porto Alegre, terça-feira, 26 de Setembro de 2017

  • 12/09/2017
  • 23:01
  • Atualização: 10:58

Pedido de vista de Gilmar Mendes suspende julgamento de José Otavio Germano no STF

Placar era de 2 votos a 1 por aceitar denúncia contra deputado e outros políticos do PP

Placar era de 2 votos a 1 por aceitar denúncia contra deputado e outros políticos do PP | Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados / CP Memória

Placar era de 2 votos a 1 por aceitar denúncia contra deputado e outros políticos do PP | Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados / CP Memória

  • Comentários
  • Samantha Klein / Rádio Guaíba

Os ministros Edson Fachin e Ricardo Lewandowski aceitaram e o ministro Dias Toffoli rejeitou, nesta terça-feira, a denúncia contra quatro políticos do Partido Progressista (PP), que começou a ser julgada pela 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Um dos denunciados é o deputado federal gaúcho José Otávio Germano, que pode se tornar réu se a maioria dos magistrados seguir o voto de Fachin, relator do processo. Com o placar em 2 votos a 1 a favor da denúncia, o ministro Gilmar Mendes pediu vistas do processo, o que adiou a decisão para uma data ainda a ser confirmada.

Os políticos do PP são acusados pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Além de José Otávio Germano, Fachin aceitou denúncia contra o deputado Luiz Fernando Faria (MG) e os ex-deputados Mário Negromonte (BA) e João Alberto Pizzolatti (SC). O ministro rejeitou denúncia contra outros três deputados do partido: Arthur Lira (AL), Mário Negromonte Jr. (BA) e Roberto Britto (BA).

O deputado gaúcho é acusado de ter recebido recursos da Queiroz Galvão. O advogado dele, Marcelo Ávila de Bessa, sustenta que a Procuradoria-Geral da República não diferenciou a conduta individual dele da tomada pela cúpula do partido, que recebeu supostos recursos para financiar a campanha eleitoral. De acordo com a PGR, o grupo do PP fazia a sustentação política do diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa.

Com isso, as empreiteiras Odebrecht, Queiroz Galvão, Unipar e Andrade Gutierrez mantiveram, segundo a PGR, o pagamento de um percentual de propina sobre os contratos firmados com a Petrobras. Ainda conforme a denúncia, o intermediário entre as empreiteiras e os parlamentares era o doleiro Alberto Youssef.