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Porto Alegre, terça-feira, 25 de Junho de 2019

  • 17/10/2018
  • 13:52
  • Atualização: 14:04

"População não leva em conta orientação dos partidos", diz FHC

Ex-presidente deixou ainda mais distante as chances de participar de uma frente democrática em apoio ao candidato à Presidência do PT, Fernando Haddad

Fernando Henrique durante evento no CIEE em São Paulo | Foto: Felipe Rau / Estadão Conteúdo / CP

Fernando Henrique durante evento no CIEE em São Paulo | Foto: Felipe Rau / Estadão Conteúdo / CP

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O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso deixou ainda mais distante as chances de participar uma frente democrática em apoio ao candidato à Presidência do PT, Fernando Haddad. Nesta quarta-feira, o tucano argumentou que os eleitores "não mais levam em conta a orientação dos partidos".

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"A frente democrática é uma expressão que havia no passado. Como disse aqui, acho que os partidos, as instituições, os sindicatos estão um pouco escorregadios porque a sociedade mudou. Vocês acham que as pessoas vão olhar para alguma frente?" questionou o tucano, que recebeu nesta quarta o prêmio "Professor Emérito - Troféu Guerreiro da Educação Ruy Mesquita", concedido pelo Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) em parceria com o jornal "O Estado de S. Paulo". "As pessoas hoje tomam suas decisões independente dos partidos. Por que (realizar o gesto) agora?", questionou.

Após o primeiro turno, o PT trabalhou, sem sucesso, para criar uma "frente democrática" suprapartidária contra Jair Bolsonaro (PSL), atraindo candidatos derrotados no primeiro turno e lideranças políticas como o próprio FHC. Em entrevista ao Estado no último domingo, o tucano afirmou que, ao contrário de Bolsonaro, com Haddad havia uma porta para diálogo, mas que ela ainda estava fechada.

Questionado nesta quarta-feira sobre essa possibilidade, o ex-presidente tucano disse a porta está "enferrujada". "Acho que a fechadura enguiçou", desconversou.

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Na visão de FHC, para sair da atual situação, independente do vencedor das eleições, o Brasil vai precisar superar as diferenças e criar coesão na sociedade para tirar o país da crise. Ele avisou, no entanto, que só daria as mãos a um movimento contra o autoritarismo, que defenda a liberdade, democracia e respeito à Constituição. "O Brasil precisa de frente em favor de seu povo, que implique em liberdade e democracia".

Questionado se ajudaria Bolsonaro, o tucano desconversou. "Ele não estende a mão a ninguém. Vamos ver o que ele vai dizer, fazer. Pelo que vi até agora, porque estender a mão se ela ficaria no ar?", questionou.

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