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Porto Alegre, sexta-feira, 20 de Setembro de 2019

  • 11/12/2018
  • 12:22
  • Atualização: 12:38

Em nota, Paulinho da Força diz que apoiava Aécio desde 2013

Presidente nacional do Solidariedade chamou acusação de compra de apoio de absurda

Paulinho da Força chamou acusação de compra de apoio de absurda | Foto: George Gianni / Flickr Aécio Neves / Divulgação / CP

Paulinho da Força chamou acusação de compra de apoio de absurda | Foto: George Gianni / Flickr Aécio Neves / Divulgação / CP

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O deputado federal Paulinho da Força, presidente nacional do Solidariedade (SD), afirmou em nota enviada à imprensa que o partido dele já apoiava, desde 2013, o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Os dois foram alvo de busca e apreensão na manhã desta terça-feira, no âmbito da Operação Ross, que investiga a suposta compra de apoio do SD pelo tucano em 2014.

"A delação da JBS foi desmoralizada publicamente e a fraude realizada pelos delatores foi comprovada com a prisão dos dois empresários pelo Superior Tribunal Federal (STF). A acusação absurda de compra de apoio do partido Solidariedade para a candidatura à Presidência de Aécio Neves, em 2014, beira o ridículo", diz a nota de Paulinho.

Segundo a assessoria do deputado, ele se colocou à disposição da Justiça para prestar quaisquer esclarecimentos, "desde que lhe seja facultado acesso ao processo previamente".

Desdobramento da Operação Ross

A Polícia Federal realizou buscas em endereços ligados ao senador Aécio Neves (PSDB-MG) dentro da investigação relacionada à delação premiada de executivos do Grupo J&F. Ao todo, a PF cumpriu 24 mandados de busca em investigação envolvendo parlamentares na Operação Ross. A operação ocorreu em um apartamento da família do senador em Ipanema, zona sul do Rio de Janeiro.

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As buscas alcançam mais cinco parlamentares: os deputados Paulinho da Força (SD-SP), Cristiane Brasil (PTB-RJ), Benito Gama (PTB-BA) e senadores Agripino Maia (DEM-RN) e Antonio Anastasia (PSDB-MG). O objetivo da ação é investigar o recebimento de vantagens indevidas por parte de três senadores da República e três deputados federais, entre os anos de 2014 e 2017. As vantagens teriam sido solicitadas a um grande grupo empresarial do ramo dos frigoríficos que teria efetuado o pagamento, inclusive, para fins da campanha presidencial de 2014.