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Porto Alegre, terça-feira, 20 de Agosto de 2019

  • 12/12/2018
  • 16:50
  • Atualização: 16:53

Em último discurso no Senado, Magno Malta diz que continua amigo de Bolsonaro

Senador nega qualquer tipo de frustração por não assumir posição em primeiro escalão do governo

Malta afirma não se arrepender de militância pró-Bolsonaro durante campanha | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil / CP Memória

Malta afirma não se arrepender de militância pró-Bolsonaro durante campanha | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil / CP Memória

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Em seu discurso de despedida no Congresso Nacional, o senador Magno Malta (PR-ES) disse nesta quarta-feira que não se arrepende de ter "cruzado o País" em nome de Jair Bolsonaro (PSL) e que "faria tudo de novo" pelo presidente eleito. Desde que Bolsonaro definiu os nomes de seu corpo ministerial, Magno Malta estaria demonstrando frustração e descontentamento com o antigo aliado, o que ele nega.

"E começamos a ver, há dois anos, o Brasil se movimentando em torno de si, uma nação que virou - nunca tinha visto. O Brasil se tornou militante de si mesmo, o Brasil virou militância. O pai de família militou por ele, militou pelos filhos, uma militância contra uma militância. Era a militância da família, da vida, do bem, dos valores, contra a militância da erotização de crianças, do desrespeito à criança, do desrespeito à escola, escola com partido, ideologia de gênero", afirmou.

"As pessoas passaram a chorar nas ruas, emocionaram-se com o Hino Nacional. Milhares, milhares, milhares e milhares foram às ruas, o País verde e amarelo se tornou militante de si mesmo. Digo ao senhor, Sr. Presidente, que eu faria tudo de novo - faria tudo de novo".

Sem citar supostos desentendimentos, Magno Malta também voltou a dizer que "continua confiando" no presidente eleito. "Continuo confiando em Bolsonaro. Faria tudo de novo. Vejo o Bolsonaro como um homem de caráter, um homem de bem, um sujeito sensível às coisas espirituais. Há quem zombe. Azar o seu! Todos nós passaremos, somos mortais, a vida é fugaz, é rápida. A Bíblia diz que, depois da morte, segue-se o juízo. Pode zombar o que quiser.

Quem sabe depois você não tenha mais tempo de se arrepender", afirmou. O senador, que não conseguiu se reeleger em seu Estado, o Espírito Santo, acrescentou ainda que permanece como amigo de Bolsonaro e que a imprensa vai ter "engoli-lo". "O Presidente Bolsonaro é meu amigo, continua meu amigo. As defesas que lhe fiz farei em qualquer lugar. As narrativas que construí continuo afirmando-as. Deve ser muito duro para uma imprensa, que o tratou como folclore durante muitos anos, ter de engoli-lo como Presidente", disse.

Desde o início da campanha de Jair Bolsonaro, o senador do PR era um dos cotados para assumir uma posição no primeiro escalão do presidente eleito, mas acabou preterido e chegou a afirmar que irá deixar a política. Na última quarta-feira, ao retornar para atividades no Senado, Magno Malta tentou negar qualquer tipo de frustração. "Meu compromisso com o Bolsonaro foi até dia 28, às 19h30. Nós tínhamos um projeto de tirar o Brasil do viés ideológico e nosso compromisso acabou no dia 28. Bolsonaro não tem nenhum compromisso comigo", afirmou.