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Porto Alegre, domingo, 22 de Setembro de 2019

  • 03/01/2019
  • 18:44
  • Atualização: 19:50

Mônica Leal assume Câmara de Vereadores prometendo diálogo com o Executivo

Posse teve as presenças do governador Eduardo Leite e do prefeito Nelson Marchezan Jr

Mônica Leal é a primeira mulher de um partido de direita a assumir o cargo | Foto:  Leonardo Contursi / CMPA / Divulgação / CP

Mônica Leal é a primeira mulher de um partido de direita a assumir o cargo | Foto: Leonardo Contursi / CMPA / Divulgação / CP

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  • Franceli Stefani

Com a promessa de buscar o diálogo junto ao Executivo, a vereadora do Partido Progressista (PP), Mônica Leal, é a quarta mulher a assumir a presidência da Câmara de Porto Alegre, sendo a primeira de um partido de direita. A nova mesa diretora tomou posse, em sessão especial, na tarde desta quinta-feira, com a presença de diversas autoridades, entre elas a do governador Eduardo Leite e do prefeito Nelson Marchezan Jr.

“Eu vou presidir uma casa que tem 35 vereadores, 36 comigo, de diferentes partidos e ideologias. No que depender de mim, estarei sempre pronta para o diálogo, deixando sempre claro que a Câmara é um poder autônomo, independente”, afirmou. Ela assume a cadeira que antes era ocupada por Valter Nagelstein.

Leite falou sobre a importância de estar presente na posse do Legislativo. "Se Porto Alegre der certo, é a capital dos gaúchos que deu certo e será mais uma evidência para o Brasil de que os gaúchos superam as diferenças, se unem em torno dos mesmos propósitos, rompendo com o paradigma de conflitos. Assim, o Estado se torna mais atraente para investimentos e retomar o desenvolvimento”, destacou. Segundo ele, que também já foi vereador em Pelotas, é no departamento municipal que há maior contato com a população.

Ao ocupar a tribuna, Marchezan, voltou a falar da necessidade das reformas. “É pauta de qualquer prefeito, de qualquer gestor público. Não pode ser outra”, destacou. Ele também salientou a importâncias de “boas, construtivas e leais” divergências. “É preciso desconfiar de gestores que aprovam por unanimidades todos os projetos”, disse. Segundo ele, faz parte do processo para deixar a cidade melhor para os que nela vivem.

Sobre os projetos que serão encaminhados pelo Executivo, Mônica garantiu que todos serão acolhidos e levados à apreciação. Sobre o IPTU ela foi enfática e garantiu que o posicionamento não muda por estar na presidência. “Vou receber e colocar em votação, mas não significa que votarei de forma favorável. Até porque sou totalmente contra o aumento de tributos para resolver o caixa da prefeitura, temos outras maneiras para isso.” Ela frisou também que as palavras com a administração municipal serão respeito, diálogo, sempre lembrando da independência do poder: “Para que não venham as coisas de cima para baixo. Vamos debater, dialogar, serão votados os projetos, respeitando a convicção de cada vereador.”

Entre os pontos que ela quer levantar, durante sua gestão, estão a questão das praças públicas, dos buracos e dos guardas municipais retirados das escolas da rede. “No passado havia a figura dos guardas na rede de ensino, mas ano passado foram retirados. Vejo isso com grande preocupação. Quero conversar com Executivo sobre essa situação”, destacou.

Parques e praças

Ela levantou a possibilidade de fechar às praças públicas, mas antes haverá uma conversa direta com a comunidade, vereadores e também a realização de audiências públicas. “O que era bonito no passado, não dá mais. Estamos vivendo uma violência crescente, mesmo na Redenção. Isso é necessário. Os maiores parques do mundo estão gradeados, tem hora para fechar e para abrir.” A presidente esclarece que não é uma privatização, mas sim uma espécie de zeladoria. “É uma forma de cuidar dos parques para que famílias, as pessoas usem, não bandidos, drogados e o crimes.”