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Porto Alegre, quinta-feira, 20 de Junho de 2019

  • 04/01/2019
  • 13:24
  • Atualização: 13:43

Para Maia, idade defendida por Bolsonaro na Previdência "mata" a transição

Em busca de reeleição na Câmara, deputado afirmou que vai aguardar a proposta final do presidente

Ideia de Bolsonaro é deixar a idade mínima em 57 anos para as mulheres e 62 anos para os homens | Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil / CP Memória

Ideia de Bolsonaro é deixar a idade mínima em 57 anos para as mulheres e 62 anos para os homens | Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil / CP Memória

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Em visita oficial ao governador de São Paulo, João Doria (PSDB), o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), afirmou, na manhã desta sexta-feira, que a proposta de idade mínima para 57 anos (mulheres) e 62 (homens), conforme sugerido pelo presidente Jair Bolsonaro para uma Reforma da Previdência, mata a possibilidade de transição.

Maia disse que não vê problema em defender uma reforma na linha sugerida por Bolsonaro, mas ressaltou que, em função do aumento da expectativa de vida dos brasileiros, a redução da idade - em relação à proposta da equipe do presidente Michel Temer que está na Câmara - não pode ser acompanhada ainda de regras de transição. "Uma coisa mata a outra. Com idade mínima menor sem transição pode ser uma alternativa."

Em busca da reeleição para a Presidência da Casa, o deputado afirmou que vai aguardar a proposta final. "Não vou ficar tratando de partes. Vou esperar que o governo encaminhe a proposta final."

Pelo texto que está pronto para ser votado na Câmara, a idade mínima para homens é de 65 anos e 62 anos. Essas idades, no entanto, só seriam fixadas de forma completa depois de uma transição de 20 anos - 2039 se fosse aprovada esse ano.

Doria defendeu a aprovação de uma reforma previdenciária para "colocar o Brasil na marcha do crescimento" o mais rápido possível e afirmou que a bancada do PSDB está orientada a votar a favor.

Depois, questionado se a orientação partiu dele, o governador disse que o presidente nacional do partido, Geraldo Alckmin, é que fará essa orientação, da mesma forma como orientará no que diz respeito à reeleição de Maia.