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Porto Alegre, domingo, 22 de Setembro de 2019

  • 07/01/2019
  • 18:41
  • Atualização: 19:19

Novos secretários tomam posse na Prefeitura de Porto Alegre

Prefeito Nelson Marchezan disse que governo está em momento de avaliação interna

Novos secretários tomam posse na Prefeitura de Porto Alegre  | Foto: Eduardo Beleske / PMPA / CP

Novos secretários tomam posse na Prefeitura de Porto Alegre | Foto: Eduardo Beleske / PMPA / CP

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  • Franceli Stefani

Quatro novos secretários foram empossados, na tarde desta segunda-feira, na Prefeitura de Porto Alegre. Em um Salão Nobre lotado, que precisou permanecer de portas abertas devido ao número de participantes da solenidade.

Dois deles já estavam no comando das pastas desde novembro, o titular da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Eduardo Cidade; e a secretária de Planejamento e Gestão, Juliana Castro, mais o adjunto, Daniel Rigon. Frente ao Desenvolvimento Social e Esporte, ficou a vereadora e tenente-coronel da reserva da Brigada Militar (BM), Nádia Rodrigues Silveira Gerhard; e o médico Pablo Stürmer, assumiu a Saúde, com Natan Katz, como adjunto.

O prefeito Nelson Marchezan Júnior disse que o governo está em um momento de avaliação interna. “Temos dois anos de gestão. Vamos aproveitar janeiro e fevereiro para isso, desde os níveis mais diretos até os gerenciais. Estamos em um momento de composição técnica e política no município, aproveitando o momento estadual e federal, além de pessoas que são chamadas para a iniciativa privada. É um bom marco para eventuais mudanças nestes meses”, declarou. Sem citar pastas, ele afirmou que estão sendo feitas avaliações de cargos e situações, e que haverão novos anúncios. “Ainda temos vagas de adjunto na Secretaria de Desenvolvimento Social e Econômico”, exemplificou.

Compromissos da Saúde

Frente a Saúde, Stürmer falou dos projetos e dos desafios frente a secretaria. Hoje, de acordo com secretário da Saúde, será assinado o contrato de três residenciais terapêuticos destinados a pessoas com comprometimento grave de saúde mental. “É destinado para pessoas que não têm autonomia para viver de aluguel, nem procurar emprego, mas precisam de tratamento. São 12 vagas para cada local, justamente para quem está em situação mais crítica”, explicou.

Elas se somam às 14 já existentes, de responsabilidade do Estado, divididos em duas casas. “Pretendemos avançar na questão do aluguel social, temos recursos para custear a moradia dessas pessoas. O valor é de R$ 500 mensais por morador, isso significa que se há três pessoas, com bom vínculo, que possam viver em harmonia, o valor pode chegar a R$ 1.500.”

Ainda há falta de oferta de aluguel. Ele lembrou que quase 100 pessoas que viviam nas ruas de Porto Alegre voltaram para suas cidades de origem e 15 são beneficiadas pelo projeto que se assemelha ao aluguel social.

Tratamentos a dependentes químicos 

Stürmer lembrou que a secretaria também trabalha em busca de soluções em tratamento a dependência química. “Estamos abrindo o Centro de Atendimento Psicossocial, o Caps 4, 24 horas, nas proximidades da Rodoviária de Porto Alegre. A previsão é de que em março esteja com a operação a pleno. As equipes já estão em atuação, com a captação de usuários e buscando vínculo com essas pessoas.”

Entre os desafios: manter a expansão dos serviços e a qualificação. “Queremos ampliar os acessos às Unidades Básicas de Saúde 22 horas. A quarta delas, a UBS Ramos, deverá ser aberta neste mês, no bairro Santa Rosa, zona Norte.”

A ampliação das equipes de saúde da família está no planejamento do gestor. “Não só em números, mas em qualidade. Nós temos o plano de reformar unidades para transformá-las em clínicas da família, de forma a torná-las mais resolutivas, para evitar a superlotação de emergências e pronto atendimento, sem necessidade.”

Trabalho com a comunidade

Cercada de agentes da Brigada Militar dos mais diversos batalhões de Porto Alegre e Região Metropolitana, assim como de amigos, familiares e parceiros de trabalho, Nádia disse que pretende trabalhar para a comunidade da Capital. Segundo ela, os gestores precisam quebrar os paradigmas dos direitos humanos. “Governos populistas desvirtuaram os direitos humanos, enquanto o que diz a Constituição Federal, para repassar verbas para suplementarem questões ideológicas. Isso não pode mais acontecer”, afirmou.

Ela também declarou que não pode mais haver assistencialismo. “Queremos pessoas independentes, que sejam protagonistas de suas vidas. Vemos ao longo do tempo que quanto mais a pessoa depender de governos, mais ela deve sua obrigação através do voto. Queremos pessoas que não dependam, logo mais adiante, do governo. Tenham emprego, renda, qualidade de vida enquanto cidadãs.”