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Porto Alegre, segunda-feira, 19 de Agosto de 2019

  • 25/01/2019
  • 15:25
  • Atualização: 15:49

“Ninguém vive seguro diante de ameaças”, afirma Freixo sobre desistência de Jean Wyllys

Deputado federal reeleito anunciou que não voltará ao Brasil devido a ameças de morte

"Ninguém vive seguro diante de ameaças", afirma Marcelo Freixo sobre desistência de Jean Wyllys | Foto: Tomaz Silva / Agência Brasil / CP

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Diante da decisão do deputado federal Jean Wyllys (PSol-RJ) de desistir do mandato e deixar o Brasil por questões de segurança, o deputado federal eleito Marcelo Freixo, mostrou-se solidário com as motivações do colega de bancada. “Ninguém vive seguro diante de ameaças. Eu convivo com ameaças há dez anos e ando com escolta por conta disso. Não é uma coisa fácil”, afirmou, em entrevista à Rádio Guaíba, nesta sexta-feira.

“É compreensível que a pessoa não queira viver assim. Jean sofre com casos isolados de ódio e a gente está com um governo que estimula e alimenta isso”, observou Freixo, que manifestou a apoio à decisão.

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Conforme o deputado, a desistência de Wyllys sobre seu cargo na Câmara dos Deputados reflete uma crise profunda no Brasil. “A gente tem que respeitar porque é uma decisão pessoal dele. É uma decisão corajosa do Jean abrir mão do próprio mandato, que é um caminho contrário do que as pessoas fazem, elas fazem de tudo para manter. Já outras pessoas fazem deboche e tripudiam um momento como esse que é muito crítico para a democracia brasileira”, complementou.

“É preciso cuidar da vida”

O assassinato da vereadora carioca Marielle Franco, em março de 2018, despertou um alerta para o PSol sobre a vida dos seus parlamentares. “Desde o episódio de Marielle, mostrou-se uma razão concreta que é preciso cuidar da vida. O crime vai completar 11 meses sem solução e a gente precisa falar disso. A vida dela não é mais importante que a de ninguém, mas o crime foi feito por um grupo contra uma pessoa, e isso pode acontecer com qualquer um que não seja político”, afirmou. “É uma vergonha 11 meses depois não ter sido esclarecido. Não podemos abrir mão de respostas.”