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Porto Alegre, quinta-feira, 18 de Julho de 2019

  • 18/12/2015
  • 07:43
  • Atualização: 07:50

Aplicativo busca coibir violência doméstica em Porto Alegre

Ferramenta será utilizadas por duas mulheres em projeto piloto

Aplicativo busca coibir violência doméstica em Porto Alegre | Foto: Mauro Schaefer

Aplicativo busca coibir violência doméstica em Porto Alegre | Foto: Mauro Schaefer

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Mulheres com medidas protetivas passam a contar com uma nova tecnologia para evitar agressões. O app PLP 2.0 foi lançado nessa quinta com o objetivo agilizar o atendimento de casos extremos de violência em Porto Alegre. A partir de sua utilização, planejada para janeiro, as autoridades pretendem fortalecer a rede de proteção à mulher. A solenidade de lançamento do novo aplicativo ocorreu na Secretaria de Segurança Pública (SSP), com a presença do governador José Ivo Sartori.

Inicialmente o PLP 2.0 será um projeto piloto. Para isso, duas mulheres com medidas protetivas, moradoras no bairro Restinga, terão acesso ao aplicativo. “A partir do teste da tecnologia e do atendimento às vítimas, o projeto será ampliado para os outros bairros de Porto Alegre”, afirmou o secretário de Segurança, Wantuir Jacini. As usuárias da ferramenta serão selecionadas pelo Judiciário, conforme o grau de violência.

Por meio do aplicativo, a mulher será monitorada pelo sistema da SSP. Um botão de emergência poderá ser acionado em casos extremos. Segundo o coordenador do projeto, Daniel Dora, a viatura da Brigada Militar que estiver perto da vítima realizará o primeiro atendimento. “As Promotoras Legais Populares (PLPs) recebem a ocorrência e prestam apoio”, explicou Daniel Dora. Nos casos de acionamento do atendimento de emergência, os operadores da SSP que receberem o chamado já terão o endereço e o histórico do caso da mulher que está pedindo ajuda.

A criação do projeto é de responsabilidade da ONG Themis, em parceria com o Instituto da Mulher Negra Geledés. De acordo com a coordenadora de projetos da Themis, Lívia de Souza, o sistema surge como alternativa para enfrentar os altos índices de violência contra a mulher. “O Brasil está em quinto lugar entre os países que mais matam mulheres. Além disso, em 71,9% dos casos, a agressão ocorre na residência da vítima”, disse.