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Porto Alegre, sábado, 23 de Setembro de 2017

  • 20/03/2017
  • 15:12
  • Atualização: 15:19

PF destaca diálogos sobre carga barrada na Europa por salmonela

Em conversas, investigados da empresa BRF ainda falam sobre contatos no Ministério da Agricultura

Em conversas, investigados da empresa BRF ainda falam sobre contatos no Ministério da Agricultura  | Foto: Nelson Almeida / AFP / CP

Em conversas, investigados da empresa BRF ainda falam sobre contatos no Ministério da Agricultura | Foto: Nelson Almeida / AFP / CP

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Grampos da Polícia Federal no âmbito da Operação Carne Fraca, deflagrada nesta sexta-feira revelam as conversas de funcionários da BRF sobre o bloqueio de cargas exportadas para a Europa por suspeita de contaminação por salmonela. Nas conversas, os investigados falam ainda de seus contatos no Ministério da Agricultura. As investigações miram agentes de fiscalização das Superintendências de Minas e Goiás, vinculadas à pasta, e executivos da BRF e da JBS, além de outras empresas ligadas à elas.

• Leia mais sobre a Operação Carne Fraca

"Em diálogos interceptados na presente data, o investigado André Luis Baldissera, Diretor na empresa BRF, em conversa com outros funcionários de tal empresa, tratou sobre a retenção de cargas exportadas para a Europa devido à alegação de contaminação por salmonela", registra o Relatório de Informação 03/2017, produzido pela Polícia Federal, em Curitiba.

"O fato (...) teria ocorrido com cargas originadas da fábrica da BRF em Mineiros/GO, mesma unidade de produção que em que em conversas anteriormente interceptadas, foram constatados outros episódios de contaminação por salmonela."

Após diálogo registrado no dia 13 deste mês, o delegado da Polícia Federal Maurício Moscardi Grillo fez nova representação à Justiça Federal, solicitando medidas cautelares contra os investigados. No despacho, ele pede a conversão de prisões temporárias em preventivas.

Esquema

Executivos do frigorífico JBS e da empresa BRF Brasil foram presos. O esquema seria liderado por fiscais agropecuários federais e empresários do agronegócio. Segundo a PF, a operação detectou em quase dois anos de investigação que as Superintendências Regionais do Ministério da Pesca e Agricultura do Estado do Paraná, Minas Gerais e Goiás "atuavam diretamente para proteger grupos empresariais em detrimento do interesse público".