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  • 13/09/2017
  • 15:47
  • Atualização: 16:37

STF mantém Janot em processos contra Temer

Defesa do presidente havia feito solicitação de suspeição do Procurador-Geral da República

Ministros do STF rejeitaram suspeição de Janot nos processos de Temer | Foto: Carlos Moura / STF / CP

Ministros do STF rejeitaram suspeição de Janot nos processos de Temer | Foto: Carlos Moura / STF / CP

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  • Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou nesta quarta-feira pedido feito pela defesa do presidente Michel Temer para seja declarada a suspeição do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para atuar em investigações relacionadas ao presidente, iniciadas a partir das delações da JBS.

Os nove ministros votaram se pronunciaram contra a suspeição de Janot. O relator do processo, Edson Fachin, abriu o voto contrário ao pedido da defesa de Temer. Ele teve o voto seguido por Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Luiz Fux, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Cármen Lúcia. Gilmar Mendes e Luis Roberto Barroso não compareceram em plenário para proferir o voto. 

No voto proferido na sessão desta tarde, o relator disse não há indícios de Janot atuou de forma imparcial e com “inimizade em relação a Temer. Segundo Fachin, declarações do procurador à imprensa não podem ser consideradas como causa de suspeição. Na ação, a defesa de Temer também cita uma palestra na qual Janot disse que, "enquanto houver bambu, lá vai flecha", fazendo referência ao processo de investigação contra o presidente.

No início do julgamento, a defesa do presidente Temer voltou a afirmar que Janot agiu de forma parcial nas investigações envolvendo o presidente. Ao subir à tribuna da Corte, o advogado Antônio Claudio Mariz, representante de Temer, disse que a prisão dos empresários Joesley e Wesley Batista, em cujas delações foram baseadas as acusações, podem indicar que Janot não teve os devidos cuidados na investigação.