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  • 09/10/2016
  • 15:38
  • Atualização: 15:42

Ativistas pedem o fim dos matadouros

Manifestação fez um enterro simbólico de uma vaca no Brique da Redenção, em Porto Alegre

Manifestação fez um enterro simbólico de uma vaca no Brique da Redenção, em Porto Alegre | Foto: Alina Souza

Manifestação fez um enterro simbólico de uma vaca no Brique da Redenção, em Porto Alegre | Foto: Alina Souza

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  • Correio do Povo

Um velório simbólico de uma vaca dentro de um caixão, ornado com derivados dela como cortes de carne e leite, chamou a atenção dos frequentadores do Brique da Redenção neste domingo. Tratava-se de uma manifestação em prol dos direitos dos animais sendo pedido o fim dos matadouros. Um dos idealizadores do ato, o ativista Márcio Linck, lembrou que cerimônia fúnebre semelhante já havia sido realizada em São Leopoldo em 2013 e na Redenção em 2014 e 2015, sendo velado um porco nas três ações.

“Agora é a vaca e o boi que são muito maltratados. Queremos sensibilizar as pessoas sobre a conexão de suas escolhas alimentares com os bastidores que acontecem nas fazendas e granjas”, afirmou. Ele lembrou ainda que os animais destinados ao consumo humano permanecem toda a vida confinados, sem liberdade de movimento, com falta de afetividade com seus pares e sem escolha do tipo de alimento ingerido. “As vacas são forçadas a gravidez diversas vezes seguidas para sempre gerarem leite”, acrescentou. “Há toda uma indústria que se deve em função dessas escolhas alimentares”, constatou.

Márcio Linck disse que o ativismo em defesa dos direitos dos animais e contra o consumo de carne e produtos derivados também inclui a crítica “aos processo cruéis” existentes nos processo de criação e abate bem como o desmatamento para ceder espaço às pastagens. “Existem documentários na internet que mostram os bastidores. Os animais têm noção do que sofrem. Há toda um questão ética de violência contra os animais”, acrescentou. Ele apontou ainda que as pessoas podem mudar suas escolhas alimentares.

“É preciso refletir sobre isso e passar para um consumo mais consciente e sem exploração animal”, assegurou, enfatizando que cada vez mais aumenta o interesse pela alimentação vegana. Ele reconheceu a luta de muitos grupos pela melhoria das condições de criação e abate. “É um passo na conscientização”, avaliou, mas enfatizou que o desejo é ‘a abolição dos animais na alimentação humana”.