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  • 15/12/2016
  • 10:24
  • Atualização: 10:57

Abate de suínos e produção de ovos têm recordes no 3º trimestre, diz IBGE

Foram abatidas 10,57 milhões de cabeças, maior taxa desde 1997

Foram abatidas 10,57 milhões de cabeças de suínos | Foto: Felipe Dorneles / Especial / CP Memória

Foram abatidas 10,57 milhões de cabeças de suínos | Foto: Felipe Dorneles / Especial / CP Memória

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  • Agência Brasil

Dados divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que o abate de suínos e a produção de ovos fecharam o 3º trimestre do ano com resultados recordes. No primeiro caso, os dados divulgados indicam que entre julho e setembro foram abatidas 10,57 milhões de cabeças, o maior desde 1997, enquanto a produção de ovos fechou o período com 778,82 milhões de dúzias, considerada a maior produção de ovos da série histórica do IBGE, iniciada em 1987.

O abate de bovinos fechou o terceiro trimestre do ano com retração, tanto em relação ao trimestre anterior (abril, maio e junho), quando a queda foi a 4,1%, quanto em relação ao terceiro trimestre do ano passado, com queda de 3,5%. Os dados divulgados revelam queda no abate de frango, com 1,5% em relação ao trimestre  anterior,  e -2,1% quando comparado ao trimestre de 2015.

Os resultados do terceito trimestre de 2016 das Pesquisas Trimestrais do Abate de Animais; Trimestral do Leite; do Couro e da Produção de Ovos de Galinhas apresentam números distintos nos diversos segmentos do setor. A aquisição de peças de couro, por exemplo, caiu 3,5% em relação ao segundo trimestre de 2016, mas fechou com crescimento de 0,2% na comparação anual. A aquisição de leite por parte da indústria cresceu 12,1% no trimestre, em relação ao trimestre anterior, mas recuou 2,6% na comparação anual.

Abate de bovinos

Com  relação a produção bovina, a publicação do IBGE indica que, no  terceiro trimestre de 2016, foram abatidas 7,32 milhões de cabeças de bovinos "sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária", ou seja, sujeito à fiscalização dos órgãos das diversas esferas de governo.

A diferença de 266,27 mil cabeças de bovinos abatidas no terceiro trimestre de 2016, em relação à igual período do ano anterior, se deve a reduções ocorridas em 18 das 27 Unidades da Federação (UFs) pertencentes à pesquisa. As reduções mais intensas ocorreram em Minas Gerais (-94,45 mil cabeças), São Paulo (-60,80 mil cabeças) e Mato Grosso do Sul (-53,90 mil cabeças). Os maiores incrementos ocorreram em Rondônia (+104,02 mil cabeças), Rio Grande do Sul (+10,83 mil cabeças) e Acre (+10,59 mil cabeças).

Segundo o IBGE, no ranking das unidades da federação, o estado do Mato Grosso continua liderando amplamente o abate de bovinos, seguido por seus dois vizinhos do Centro-Oeste: Mato Grosso do Sul e Goiás.

Abate de suínos

Uma constatação importante da pesquisa se refere ao abate de suínos que atinge o seu maior nível desde 1997. Foram abatidas no terceiro  trimestre deste ano, 10,57 milhões de cabeças de suínos, com aumentos de 1,1% em relação ao trimestre anterior e 3,8% na comparação com o mesmo período de 2015.

Segundo o IBGE, o resultado recorde da série histórica iniciada em 1997, e que superou em 389,27 mil cabeças de suínos, o abate relativo ao terceiro trimestre do ano passado foi impulsionado por aumentos em 17 das 25 unidades da federação envolvidas na pesquisa. As maiores altas ocorreram nos estados de São Paulo (+83,78 mil cabeças), Mato Grosso (+83,19 mil cabeças) e Minas Gerais (+71,40 mil cabeças).