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  • 31/12/2016
  • 12:05
  • Atualização: 12:18

Frigorífico Marfrig adia 648 demissões em Alegrete

Empresa acatou decisão judicial, mas mantém a intenção de fechar a planta

Grupo pretende concentrar atividades em outras três plantas no RS | Foto: Paulo Elmano Borges / Divulgação / CP Memória

Grupo pretende concentrar atividades em outras três plantas no RS | Foto: Paulo Elmano Borges / Divulgação / CP Memória

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  • Correio do Povo

Marfrig anunciou nessa sexta-feira que decidiu suspender momentaneamente as demissões de 648 funcionários do frigorífico de Alegrete, acatando liminar da Justiça do Trabalho daquele município. De acordo com a empresa, os salários dos empregados relativos a janeiro de 2017 serão pagos a título de licença remunerada.

No entanto, a empresa enfatizou que mantém a posição de fechar a planta industrial. “A decisão de encerramento da unidade de Alegrete permanece inalterada”, diz, em nota. Uma reunião de conciliação deve ocorrer entre representantes da Marfrig e dos trabalhadores a partir de 9 de janeiro, quando termina o recesso da Justiça do Trabalho.

Enquanto isso, na próxima semana, devem avançar os encaminhamentos para liberação da unidade para outro interessado. De acordo com o deputado estadual Frederico Antunes, no dia 5 de janeiro, ele e o secretário da Agricultura, Ernani Polo, se reunirão com o representante do Frigorífico do Mercosul, para conhecer o teor do contrato de arrendamento entre o Mercosul e a Marfrig, que se estende até 2031.

Após esse encontro, sem data definida, iniciarão os contatos com as empresas que já manifestaram interesse em locar a planta. “É uma planta muito importante porque tem certificações de exportação para outros países, além de ter uma mão de obra treinada e matéria-prima que supre a demanda”, diz Antunes.

O presidente do Sindicato Rural de Alegrete, Pedro Píffero, e o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de Alegrete, Marcos Rosse, confirmam que pelo menos dois grupos interessados já fizeram sondagens a respeito do fechamento da planta industrial. Apesar de a empresa ter se colocado à disposição para negociar o aluguel da unidade, Rosse diz desconfiar que a Marfrig não facilitará os trâmites necessários para isso. “Se precisar, vamos entrar com ação judicial para que eles liberarem a planta. O que não pode acontecer é esse frigorífico ficar fechado”, avisa.