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  • 05/04/2017
  • 15:04
  • Atualização: 15:09

Após pressão do PMDB, Câmara transforma convocação de Serraglio em convite

Ministro deverá explicar supostas irregularidades denunciadas na Carne Fraca

Após pressão do PMDB, Câmara transforma convocação de Serraglio em convite | Foto: José Cruz / Agência Brasil / CP

Após pressão do PMDB, Câmara transforma convocação de Serraglio em convite | Foto: José Cruz / Agência Brasil / CP

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A Comissão do Trabalho da Câmara dos Deputados aprovou nesta manhã de quarta-feira um requerimento convidando o ministro da Justiça, Osmar Serraglio (PMDB), para participar de audiência no colegiado. O objetivo é fazer com que o ministro explique supostas irregularidades denunciadas na Operação Carne Fraca.

O requerimento, proposto pela petista Erika Kokay (DF), pedia a convocação do ministro. Segundo relatos de parlamentares, na terça-feira, o PMDB pressionou para que a convocação fosse transformada em convite. Ainda de acordo com fontes, o partido ameaçou retomar a vaga de titular cedida ao deputado Assis Melo (PCdoB-RS) se não houvesse flexibilização do requerimento. Serraglio telefonou aos deputados se colocando à disposição para prestar esclarecimentos, o que viabilizou o acordo.

Para o presidente da comissão, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), o impasse em torno do requerimento se deve à tensão crescente da base aliada diante das recentes derrotas nas votações em plenário. "A base está à beira de um ataque de nervos", comentou.

Serraglio terá de falar na comissão sobre sua relação com o fiscal Daniel Gonçalves Filho, Superintendente do Ministério da Agricultura no Paraná e investigado na Operação Carne Fraca. Em conversa grampeada pela Polícia Federal, o peemedebista, então deputado federal pelo Paraná, perguntou a Daniel sobre o possível fechamento de um frigorífico no interior do Paraná, base eleitoral do ministro. O fiscal agropecuário foi chamado por Serraglio de "chefe".

Como se trata de convite e não convocação, Serraglio tem a prerrogativa de não comparecer à audiência. "O ministro sinalizou o interesse de vir", contou Orlando Silva.