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Porto Alegre, quinta-feira, 18 de Julho de 2019

  • 28/11/2018
  • 19:39
  • Atualização: 20:11

Cães vão reforçar vigilância agropecuária no aeroporto Salgado Filho

Animais treinados vão farejar ingresso irregular de alimentos e pragas

Animais treinados vão farejar ingresso irregular de alimentos e pragas | Foto: Antônio Araújo / Mapa / Divulgação CP

Animais treinados vão farejar ingresso irregular de alimentos e pragas | Foto: Antônio Araújo / Mapa / Divulgação CP

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  • Cíntia Marchi

A equipe da Vigilância Agropecuária que atua no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, receberá reforço em 2019. Um cão deve chegar até julho para ajudar os auditores nas fiscalizações. Até o momento, apenas Brasília e Curitiba contam com o emprego de farejadores para detectar o ingresso irregular de alimentos e de pragas em vegetais. Nesta semana, o Ministério da Agricultura (Mapa) publicou portaria que regulamenta o uso dos cães e cria o centro de treinamento, em Brasília. Ao todo, dez farejadores serão destinados aos aeroportos brasileiros.

A chefe da unidade descentralizada de Vigilância Agropecuária de Porto Alegre, Consuelo Garrastazu Paixão Côrtes, diz que, em janeiro, o Mapa avaliará o espaço onde será construído o canil, junto ao sítio aeroportuário. A raça do animal ainda será definida. Segundo Consuelo, os farejadores podem reconhecer cerca de 80 tipos de odores. “Os cães são muito eficientes pela versatilidade e trabalham de forma muito rápida”, explica.

Em 2018, até outubro, foram feitas 634 apreensões no Salgado Filho. Mais da metade foram frutas, seguidas de queijos e sementes. “São produtos vindos de outros países que podem introduzir pragas e doenças no Brasil”, alerta a chefe da unidade. No Salgado Filho, em ações da Polícia Federal, cães já atuam na detecção de drogas e de bombas e explosivos.

Nos Estados do Acre, Rondônia e Paraná, que iniciarão a retirada da vacinação contra a febre aftosa, a partir do próximo ano, os cães também deverão atuar na fiscalização nas fronteiras para monitorar a entrada de produtos de origem animal e evitar a entrada da febre aftosa no país.