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Porto Alegre, domingo, 24 de Setembro de 2017

  • 14/07/2017
  • 08:33
  • Atualização: 08:37

Agricultores apostam no plantio de cevada durante inverno gaúcho

Terra, clima propício e demanda garantida favorecem escolha em regiões altas do RS

Área cultivada deve crescer 60% nos Campos de Cima da Serra e 35% no Estado | Foto: Fabio Schmidt / Divulgação / CP

Área cultivada deve crescer 60% nos Campos de Cima da Serra e 35% no Estado | Foto: Fabio Schmidt / Divulgação / CP

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  • Correio do Povo

O clima propício e a disponibilidade de terras fizeram com que o cultivo da cevada registrasse crescimento expressivo, nesta safra, nos Campos de Cima da Serra. Conforme a Ambev, que incentiva o plantio do cereal no Estado, a ampliação da área plantada na região deve chegar a 60%, totalizando 12 mil hectares em municípios como Vacaria, Esmeralda, Muitos Capões e Lagoa Vermelha. O índice ajudou a impulsionar o crescimento da cevada no Estado, que este ano deve ter uma área de 30% a 35% maior que a do ano passado. 

“É uma região em que a tecnologia do produtor, somada ao clima propício, torna a situação ideal para cultivos de inverno”, afirma o especialista regional agronômico da Ambev, Caio Batista. Além disso, nos últimos três anos, apesar de instabilidades climáticas, a produtividade se manteve estável, com resultados acima da média das demais regiões. “Isso explica um pouco a preferência do produtor por seguir investindo na cultura”, acrescenta Batista. 

O aumento da área plantada vai ao encontro da intenção da Ambev de reduzir a utilização de matéria-prima importada para a fabricação de cerveja. Na última safra, a produção de 160 mil toneladas supriu cerca de 60% da demanda da indústria no Estado. A ideia da Ambev é fazer com que este índice alcance 100% num período de três a cinco anos. 

Segundo o agrônomo João Villa, assistente técnico em sistemas de produção vegetal da Emater Regional de Caxias do Sul, a região dos Campos de Cima da Serra conta com o melhor clima do Estado para a produção de cevada, já que é menos propícia a doenças fúngicas. “O plantio ocorre mais tarde para fugir da geada, e geralmente o florescimento vem após o período mais chuvoso (setembro e início de outubro)”, explica o agrônomo, que acredita que há possibilidade de o cultivo seguir em crescimento na região. 


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