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Porto Alegre, sexta-feira, 23 de Agosto de 2019

  • 30/07/2015
  • 17:49
  • Atualização: 23:15

Bienal do Mercosul terá 402 artistas

“Bienal volta à sua vocação original”, afirma curador-chefe Gaudêncio Fidelis

"Tropicália" assinada pelo brasileiro Hélio Oiticica, um dos destaques da 10ª edição | Foto: Divulgação / CP

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  • Adriana Androvandi

A equipe curatorial anunciou os nomes dos 402 artistas, de 21 países, que integram a lista da 10ª Bienal do Mercosul. Com o tema “Mensagens de Uma Nova América”, a exposição será de 8 de outubro a 22 de novembro em Porto Alegre. Estiveram presentes o curador-chefe Gaudêncio Fidelis (Brasil), o curador-assistente Márcio Tavares (Brasil), os curadores-assistentes Ana Zavadil (Brasil), Fernando Davis (Argentina), Raphael Fonseca (Brasil) e Ramón Castillo Inostroza (Chile) e curador do Programa Educativo Cristián G. Gallegos (Chile).

“Esta Bienal volta à sua vocação original, a de olhar para a arte da América Latina”, disse Gaudêncio Fidelis. As escolhas contam com obras canônicas e não canônicas, que abrangem um arco histórico do início do século XVIII até a produção atual, além de peças arqueológicas. Outra proposta é fazer uma exposição com forte caráter museológico, possível graças a uma rede de coleções públicas, privadas e particulares que emprestaram obras. “O que veremos aqui dificilmente será visto novamente reunido em uma mesma exposição”, explicou Gaudêncio.

Entre algumas obras de destaque, estarão “El Desmembrado”, do pintor José Clemente Orozco, que levou meses de negociação para ter o aval de sair do Museu Nacional do México. Os “Parangolés” do brasileiro Hélio Oiticica também integram a mostra. “Esta Bienal terá uma grande representação de artistas gaúchos, talvez como em nenhuma Bienal anterior”, destacou Ana Zavadil. Entre eles, estão Britto Velho, Carlos Asp, Dirnei Prates, Eduardo Haesbaert, Iberê Camargo, João Fahrion, Karin Lambrecht, Pedro Weingärtner e Wilson Alves.