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Porto Alegre, terça-feira, 25 de Junho de 2019

  • 11/09/2016
  • 21:11
  • Atualização: 21:13

Roger lamenta falta de “eficiência” do Grêmio

Treinador, no entanto, elogiou atuação do time no empate sem gols com o Palmeiras

Roger lamentou chances de gol perdidas pelo Grêmio | Foto: Rodrigo Rodrigues / Grêmio / Divulgação / CP

Roger lamentou chances de gol perdidas pelo Grêmio | Foto: Rodrigo Rodrigues / Grêmio / Divulgação / CP

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O técnico Roger Machado apontou a falta de eficiência nas finalizações como determinante para o Grêmio apenas empatar com o Palmeiras neste domingo na Arena. Na entrevista coletiva após a partida, o treinador, entretanto, destacou boa atuação do time e disse confiar que o Tricolor voltará a vencer se repetir o nível apresentado diante do líder do Brasileirão hoje.

“O nosso jogo coletivo foi bem executado. Criamos oportunidades tanto no primeiro tempo quanto no segundo. O Douglas deu três ou quatro assistências muito claras para gol. Aí entra a questão técnica do atleta, de fazer o movimento certo, de ver o posicionamento do goleiro. A eficiência é um dos fatores que determina a vitória ou a derrota no jogo de futebol. Primeiro você deve lamentar quando não se cria. Fomos muito mal nos últimos dois jogos, mas hoje foi uma grande partida. Não posso deixar de elogiar a nossa atuação, mas hoje não fomos eficientes”, analisou.

Com o empate diante do Palmeiras, o Grêmio chegou ao quinto jogo sem vitória no Brasileirão. Roger optou por minimizar esse número e disse que instabilidades são normais dentro da competição. O treinador ainda mostrou confiança de que seu time poderá brigar pelo título brasileiro. “É nesse momento que temos de ter confiança de que isso é passageiro. A boa atuação voltando como aconteceu hoje nos dá a confiança de que poderemos crescer. Uma sequência de três vitórias coloca qualquer time na disputa novamente. Não me preocupo muito com essa percentagem de pontos neste momento. Estamos passando por uma instabilidade, que outros times já passaram”, afirmou Roger, que descarta priorizar a Copa do Brasil por conta da distância para a liderança do Brasileirão, atualmente de 10 pontos.

“Temos que pensar no próximo jogo e na competição que ele atender. O próximo compromisso é pelo Campeonato Brasileiro. Um time grande não pode deixar de pensar em um campeonato que possa ser conquistado mesmo que a diferença seja longa. Já tivemos em outros campeonatos times que tiraram essa distância de pontos. Estamos a três pontos do G4 e podemos entrar nesse grupo. Esse é o primeiro objetivo, depois pensamos mais para frente”, seguiu.

Para finalizar, o treinador explicou a decisão de mexer no posicionamento de Luan. Com a volta do esquema 4-2-3-1, Bolaños foi escolhido para atuar no comando do ataque e o camisa 7 acabou deslocado para o lado. Roger disse que fez essa escolha porque Luan tem uma capacidade maior de recomposição pelo lado que o equatoriano.

“Foi para conseguir equilibrar as características dos jogadores. O Bolaños joga pelo lado também, mas a recomposição com mais força é feita pelo Luan pelo lado. O Palmeiras joga muito pelos flancos e não teríamos como fazer a recomposição com o Miller ali. O Luan mesmo na ponta não fica fixo pelo lado. Ele pode ficar perto do gol também mesmo atuando pelo lado. Umas das chances que tivemos ocorreu com ele vindo do lado para dentro. É um posicionamento que o Luan se sente a vontade e entende que é para o bem do coletivo”, justificou.