Correio do Povo

06/08/2016 14:33 - Atualizado em 06/08/2016 14:38

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Uso do apito para segurança é ampliado em Porto Alegre

Projeto "Vizinhança Vigilante" começou na Cidade Baixa e foi estendido para mais dois bairros

Projeto "Vizinhança Vigilante" usa apito para promover alertas para moradores de Porto Alegre- Crédito: Alina Souza
Projeto "Vizinhança Vigilante" usa apito para promover alertas para moradores de Porto Alegre
Crédito: Alina Souza

A experiência do projeto “Vizinhança Vigilante” no bairro Cidade Baixa, com o uso do apito para maior segurança dos moradores, está sendo ampliada em Porto Alegre. Na manhã de sábado, a iniciativa, que tem apoio da Brigada Militar, foi lançada nos bairros Petrópolis e Santa Cecília. O encontro ocorreu no Largo Adair de Figueiredo, na rua Vicente da Fontoura, próximo da avenida Ipiranga. “Vamos utilizar o apito na prevenção. Já existe uma eficácia: na Cidade Baixa foi coibido atos de vandalismo”, destacou Suzete Carbonell Leal, responsável pela montagem do grupo na região. Ela citou o caso de um indivíduo que estava pronto para quebrar o vidro de um carro estacionado. “Uma moradora apitou e ele saiu correndo. Essa ação deve ser exemplo”, ressaltou. De acordo com Suzete, o projeto consiste em formar uma rede de moradores que, com seus apitos, vão se comunicar e também promover alertas, além de acionarem as autoridades em casos de emergência. Quatro códigos de apito foram definidos. Conforme Suzete Carbonell Leal, um silvo longo é usado em caso de suspeitos na área; dois silvos curtos são para a presença confirmada de ladrão em ação; um silvo longo seguido de um curto quando alguém está sendo vítima, e um silvo incessante serve como pedido de socorro. O modelo do apito escolhido possui um som “mais abrangente”. Suzete esclareceu ainda que a ideia será desenvolvida “passo a passo” com o projeto sendo adotado pelos moradores de cada rua dos bairros Petrópolis e Santa Cecília. “O importante é o começo”, frisou, acrescentando que a iniciativa está sendo copiada também por outros bairros da cidade. “A ideia é sempre a prevenção”, faz questão de reafirmar, observando que cidadania é também a comunidade preocupar-se com a segurança pública. Ela considerou igualmente importante o estabelecimento de um canal direto com a Brigada Militar.

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