Correio do Povo

20/03/2017 14:54 - Atualizado em 20/03/2017 17:13

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Advogado do Vitória critica Inter e diz que clube faz “gincana jurídica”

Clube baiano foi notificado nesta segunda-feira sobre data de audiência no TAS

TAS marcou audiência sobre caso Victor Ramos para 4 de abril- Crédito:  Marco Galvão / Fotoarena / Folhapress / CP
TAS marcou audiência sobre caso Victor Ramos para 4 de abril
Crédito: Marco Galvão / Fotoarena / Folhapress / CP

Assim como o Inter, o Vitória foi notificado nesta segunda-feira sobre a definição da data da audiência no Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) sobre o caso Victor Ramos. O clube baiano mantém a postura de que agiu de forma correta na inscrição do jogador e garante não temer mudança no resultado do Campeonato Brasileiro do ano passado. O diretor jurídico rubro-negro Augusto Sérgio Vasconcelos afirmou em conversa ao Correio do Povo que o Colorado tem feito uma “gincana jurídica” com a situação. • Advogado do Inter cita quatro possibilidades para julgamento no TAS O TAS marcou audiência por pedido de revisão do caso pelo Inter após a procuradoria do Superior Tribunal de Justiças Desportiva (STJD) não ter aceito a denúncia do clube. O advogado do Vitória ressaltou que o clube entra como terceiro interessado na ação movida contra a CBF. Ele garante não temer punição ao clube. “O que o Inter tem feito é uma tentativa de reverter um resultado de campo através de uma gincana jurídica. Nós fizemos os procedimentos de acordo com a orientação da CBF. A ação do TAS ela é contra a CBF e o Vitória aparece como um terceiro interessado. Estamos absolutamente tranquilos”, disse o advogado Augusto Sérgio Vasconcelos, que reiterou que transferência de Victor Ramos não se caracterizou como internacional. “Ele tinha jogado pela última vez com o Palmeiras”, citou. A marcação da data para o dia 4 de abril atendeu a um pedido do Inter para que a audiência seja realizada antes do início das Séries A e B do Campeonato Brasileiro. Mesmo assim, o Vitória garante não temer uma decisão que coloque o clube na Série B. “O nosso planejamento está mantido. Temos convicção de que não haverá qualquer mudança”, reiterou. Questionado sobre a possibilidade da CBF ter cometido um equívoco ao dar condição de jogo a Victor Ramos, o diretor jurídico do Vitória evitou falar sobre uma possível ação contra a entidade em caso de punição ao clube. “É precipitado falar de qualquer coisa que possa ser feita porque não houve sequer o julgamento. Não vamos falar sobre hipóteses”, sustentou Augusto Sérgio Vasconcelos, que Vitória observa denúncia da CBF sobre falsificação Além da audiência no TAS, Inter e CBF devem travar outra disputa na justiça brasileira. A entidade denunciou o clube ainda no final do ano passado à procuradoria do STJD sobre suposta falsificação de documentos na ação apresentada no órgão. O diretor jurídico do Vitória destacou que o clube não está inserido na ação, mas observa o resultado do julgamento. “Esse é um assunto que é um inquérito. Prefiro não me pronunciar. Existe uma suspeita de alteração do teor do documento, mas está sob investigação”, disse Vasconcelos, que admitiu interesse na ação. O Vitória não tem relação, mas é claro que nos interessa dentro do que é juridicamente razoável”, afirmou.

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