Correio do Povo

29/06/2017 07:47

Notícias > Economia

Desemprego atinge 11,1% da Região Metropolitana de Porto Alegre, aponta pesquisa

Área da construção apresentou maior redução, ficando com menos de 6 mil ocupados

Cláudia Algayer, da FGTS, detalhou os índices apurados no levantamento- Crédito: Samuel Maciel
Cláudia Algayer, da FGTS, detalhou os índices apurados no levantamento
Crédito: Samuel Maciel

A Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA) teve crescimento do número de pessoas ocupadas e estabilidade na taxa de desemprego. Os números integram a edição de maio da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) divulgada na quarta-feira pela Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS), pela Fundação de Economia e Estatística (FEE) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Ao todo, 200 mil empregados foram estimados na região, o que representa um decréscimo de 3 mil na comparação com o mês de abril. “No contingente de desempregados, representa uma variação de -1,5%”, explicou a pesquisadora da FGTAS Cláudia Algayer. Na comparação com o ano passado, a pesquisa mostrou ainda que a taxa de desemprego total na RMPA aumentou, passando de 10,2% para 11,1%. Também cresceu a taxa de desemprego aberto, de 9,2% para 9,8%. O contingente teve um aumento de 5 mil pessoas desempregadas. De acordo com o que apurou o levantamento, o resultado de maio se deve diretamente ao aumento singelo na ocupação, com uma quantidade acima de 8 mil e variação de 0,5%. O índice foi superior à variação positiva da População Economicamente Ativa (PEA): 0,3%, mais de 5 mil. O nível ocupacional, analisado especificamente nos setores de atividade econômica, demonstrou um aumento nos serviços, com mais de 7 mil ocupados e uma variação de 0,8%. A construção, por sua vez, apresentou redução, ficando com menos de 6 mil ocupados e uma variação de 4,7%. A estabilidade ficou com a indústria de transformação, sem variação. Já o comércio e a reparação de veículos automotores e motocicletas tiveram estabilidade relativa, com variação de 0,3%. A taxa de desemprego total, por sua vez, se mostrou relativamente estável, com apenas uma pequena variação. A PEA foi de 11,3% em abril e 11,1% no mês seguinte. Já a taxa de desemprego aberto teve variação ainda menor, passando de 9,9% para 9,8% da PEA no mesmo período.

ECONOMIA > correio@correiodopovo.com.br