Correio do Povo

13/09/2017 13:57 - Atualizado em 13/09/2017 14:25

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"Bingo - O Rei das Manhãs" vai representar o Brasil na disputa por vaga no Goya

Considerada o Oscar do cinema espanhol, premiação acontece em 3 de fevereiro de 2018

Filme dirigido por Daniel Rezende tem Vladimir Brichta como protagonista- Crédito: Divulgação / CP
Filme dirigido por Daniel Rezende tem Vladimir Brichta como protagonista
Crédito: Divulgação / CP

O longa "Bingo - O Rei das Manhãs" será o representante brasileiro na corrida por uma vaga na disputa na categoria de melhor filme ibero-americano no prêmio Goya, o mais importante do cinema espanhol. A escolha do trabalho de Daniel Rezende realizada por uma comissão da Agência Nacional de Cinema (Ancine) durante uma reunião na sede da órgão, no Rio de Janeiro. A cerimônia é organizada desde 1987 pela Academia das Artes e Ciências Cinematográficas da Espanha e sua 32ª edição em 3 de fevereiro de 2018. A obra conta a história de Augusto (Vladimir Brichta), artista que interpreta Bingo, um palhaço apresentador de televisão que é sucesso absoluto. Só que o fato de estar sempre fantasiado e não ser reconhecido pelo público frusta o ator, que passa a se envolver com drogas e utiliza cocaína e crack nos bastidores do programa. O filme é a cinebiografia de Arlindo Barreto, um dos intérpretes do palhaço Bozo no programa de TV homônimo dos anos 1980. “Após debate sobre os filmes inscritos, a Comissão de Seleção propôs (“Bingo – O rei das manhãs”) como representante brasileiro a ser indicado ao Prêmio Goya de Melhor Filme Ibero-americano, por ser uma obra cinematográfica com consistente marca autoral, força criativa ao apresentar um universo genuinamente brasileiro e capacidade de se comunicar com plateias de todo o mundo”, conforme nota divulgada pela Ancine. Participaram do comitê Josiane Osório de Carvalho, por indicação do Fórum dos Festivais; Amanda Aouad Almeida, por indicação da Associação Brasileira dos Críticos de Cinema (Abraccine); André Luiz Pompeia Sturm, por indicação do Programa Cinema do Brasil; Jorge Humberto de Freitas Peregrino, por indicação da Academia Brasileira de Cinema; e Ana Julia Cury de Brito Cabral, por indicação da Ancine. “Bingo” foi escolhido entre 23 produções habilitadas e analisadas. Os demais filmes inscritos foram: “A cidade onde envelheço”, de Marília Rocha; “A Família Dionti”, de Alan Minas; “As duas Irenes”, de Fabio Meira; “Cidades fantasmas”, de Tyrell Spencer; “Comeback”, de Erico Rassi; “Como nossos pais”, de Laís Bodanzky; “Deserto”, de Guilherme Weber; “Elis”, de Hugo Prata; “El Mate”, de Bruno Kott; “Fala comigo”, de Felipe Sholl; “Gabriel e a montanha”, de Fellipe Barbosa. Também estavam na disputa "Galeria F.”, de Emília Silveira; “Gostosas, lindas e sexies”, de Ernani Nunes; “História antes de uma história”, de Wilson Lazaretti; “Joaqueim”, de Marcelo Gomes; “La vingança”, de Fernando Fraiha; “Malasartes e o duelo com a Morte”, de Paulo Morelli; “Mulher do pai”, de Cristiane Oliveira; “O filme da minha vida”, de Selton Mello; “Por trás do céu”, de Caio Sóh; “Quem é Primavera das Neves”, de Jorge Furtado e Ana Luiza Azevedo; e “Redemoinho”, de José Luiz Villamarim.

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