Correio do Povo

14/11/2017 13:42 - Atualizado em 14/11/2017 18:27

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Cpers faz cordão humano e bloqueia prédio da Federasul em Porto Alegre

Manifestantes pedem mais uma rodada de coversas com o governo do Estado

Manifestantes querem negociar com o governo do Estado- Crédito: Alina Souza
Manifestantes querem negociar com o governo do Estado
Crédito: Alina Souza

Professores e funcionários de escolas estaduais bloqueiam, desde as 10h30min, todas as entradas do prédio da Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do sul (Federasul), no Centro de Porto Alegre. O grupo vinculado ao Cpers/Sindicato quer uma nova rodada de negociações com o governo do Estado. A greve da categoria já dura 71 dias. O aceso ao prédio - tanta para público externo quanto funcionários - não está sendo permitido. Os servidores estaduais realizam cordão humano que bloqueia as três entradas do local. Conforme o Comando de Greve do Cpers, a categoria só vai liberar os acessos após uma sinalização efetiva de reunião por parte do governo estadual. A Secretaria de Educação (Seduc) informou, na segunda-feira, que apenas 2% das escolas da rede pública estadual seguem sem aulas em função da greve. O Cpers/Sindicato garante que vai percorrer todas as 2,5 mil unidades para realizar um balanço sobre a paralisação dos professores. A expectativa é concluir o levantamento até o fim desta semana. Nota da Federasul A Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul - Federasul lastima a postura agressiva da manifestação do CPERS, intimidando pessoas que tentam trabalhar e fazer a sua parte num momento tão difícil para todos, muitos de forma absolutamente voluntária, como é o caso de toda a diretoria. Triste perceber que, mesmo em 2017, no encontro do mundo real com o mundo de faz de conta dos populistas, um Sindicato deste porte continue tentando terceirizar a responsabilidade por décadas de corporativismo irresponsável. Os serviços públicos são imprescindíveis e absolutamente necessários. Com profundo respeito pelos professores, que mesmo sofrendo as consequências dos desmandos e da irresponsabilidade de sucessivos governos, continuaram educando nossos jovens, mesmo quando já estavam com salários parcelados, nos solidarizamos com os educadores que permanecem em aulas, num claro compromisso com os pais e os alunos de escolas públicas, tentando evitar um prejuízo ainda maior. O sofrimento dos servidores públicos e as consequências para população têm sido pauta de nossas reuniões. Repudiamos por completo as agressões do CPERS à classe produtiva que, tanto quanto toda a sociedade gaúcha, continua sobrecarregada por excesso de impostos, burocracia e falta de bons serviços públicos, como segurança, saúde e educação. Sim, defendemos que não há solução possível para o Rio Grande que não passe pela classe produtiva, pela iniciativa privada, por trabalhadores, operários, profissionais liberais e empreendedores que através da produção honesta geram toda a arrecadação necessária para manter os serviços públicos. É uma pena que esta postura agressiva ainda esteja presente em pessoas que se julgam líderes. Com fé, coragem e determinação, tempos melhores virão. Simone Leite Presidente da Federasul

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