Correio do Povo

14/11/2017 15:53 - Atualizado em 14/11/2017 16:11

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Filme português “Colo” tem estreia exclusiva na Cinemateca Capitólio

Longa da diretora Teresa Villaverde ganha sessões em Porto Alegre a partir desta quinta

Longa conta a história de uma família cujas vidas são afetadas pela crise econômica- Crédito: Divulgação / CP
Longa conta a história de uma família cujas vidas são afetadas pela crise econômica
Crédito: Divulgação / CP

A Cinemateca Capitólio Petrobras (Demétrio Ribeiro, 1085) apresenta nesta quinta-feira o filme “Colo”, novo drama familiar da diretora portuguesa Teresa Villaverde. Falando sobre a solidão humana a partir da desintegração de uma família de Lisboa afetada pela crise econômica, o longa fez parte da seleção oficial do Festival de Cinema de Berlim neste ano, onde fez sua première internacional, e venceu o grande prêmio da mostra suíça Bildrausch. A sessão ocorre às 19h30min, com ingressos a R$ 16. Na trama, em Portugal, a rotina diária de pai, mãe e filha é absorvida pelos efeitos da má situação da economia do país. A mãe se desdobra em dois empregos para pagar as contas, pois seu marido está desempregado. A filha adolescente guarda seus próprios segredos e tenta manter sua rotina diária, apesar da falta de dinheiro. Para escapar dessa realidade comum, eles se tornam, lentamente, estranhos uns aos outros, enquanto a tensão se transforma em silêncio e culpa. Um filme bastante justo no seu tempo, na importância do silêncio, a produção não usa efeitos cinematográficos. Nesta obra, a crise é mais do que econômica: é também a crise da família, do pouco tempo que as pessoas têm para viver, para falar umas com as outras. Teresa quis retratar a solidão, e o modo como ela existe dentro de uma estrutura que se deteriora. Nascida na capital lusitana em 1966, a cinesata iniciou sua carreira como atriz, corroteirista e codiretora no teatro da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa. Participou como atriz do filme “À flor do mar”, trabalhou como assistente de Paulo Rocha e como corroteirista com José Álvaro Morais e João Canijo. A partir da década de 1990, começou a dirigir seus próprios filmes, entre eles “A idade maior”, exibido na Berlinale em 1991, “A idade maior” (1991), “Três irmãos” (1994), “Água e sal” (2001) e “Transe” (2006). Ela conquistou o mercado internacional em 1998, com “Os mutantes”. Em 2010, fundou sua própria produtora, a Alce Filmes, com a qual realizou “Cisne”, de 2011.

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