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16/04/2018 08:23 - Atualizado em 16/04/2018 08:36

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Sartori deve deixar Piratini em julho para disputar reeleição

Governador cedeu à pressão do PMDB e quer fazer campanha sem limitações

Sartori deve deixar Piratini em julho para disputar reeleição- Crédito: Samuel Maciel / CP Memória
Sartori deve deixar Piratini em julho para disputar reeleição
Crédito: Samuel Maciel / CP Memória

Disposto a recuperar o tempo perdido com a sua própria indefinição, o governador José Ivo Sartori (PMDB) cedeu à pressão do PMDB e se prepara para deixar o Palácio Piratini provavelmente em julho. A ideia é disputar a reeleição fora do cargo, mas livre para fazer campanha sem as limitações que a função impõe. Sartori já comunicou ao PMDB que aceita deixar o cargo antecipadamente. A decisão, segundo interlocutores do Palácio Piratini, só aguardava a manifestação do vice José Paulo Cairoli (PSD). A resolução de Cairoli de não concorrer a nenhum cargo este ano, permanecendo no governo, conhecida nos bastidores há algum tempo, liberou os estrategistas do governador para que buscassem o melhor cenário para a disputa à reeleição. Fiel a Sartori, é bastante provável também que Cairoli concorra novamente a vice na chapa com o PMDB. Com o gesto de sair do governo, o peemedebista tenta quebrar o paradigma gaúcho: o de nunca, desde que foi instituída a reeleição em 1997, o RS ter reeleito um governador. Razões A data da renúncia de Sartori tem duas boas razões. A primeira é tentar fugir do fantasma representado pelas tentativas dos ex-governadores Antônio Britto (PMDB), Germano Rigotto (PMDB), Yeda Crusius (PSDB) e Tarso Genro (PT), que tentaram a reeleição e, diante do dilema de permanecer no cargo ou disputar a reeleição fora do governo, decidiram-se pela primeira opção. O resultado é conhecido: todos passaram o cargo para o adversário em 1º de janeiro. Agenda no interior Ao deixar o governo apenas em julho, Sartori terá feito uso de toda a exposição que a lei lhe possibilita, já que até lá continuará percorrendo o Interior inaugurando pequenas obras, participando de eventos e fazendo campanha aberta mas permitida pelas regras eleitorais. Somente três meses antes das eleições, a partir de 7 de julho, é que ficam vedadas a realização de inaugurações e a execução de série de medidas pelos agentes públicos que concorrem ou não no pleito.

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