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Porto Alegre, terça-feira, 20 de Fevereiro de 2018

  • 13/02/2018
  • 20:26
  • Atualização: 21:21

Carnaval de rua leva 25 mil pessoas para a Cidade Baixa

Foliões entraram no ritmo dos blocos Deixa Falar e Rua do Perdão

Foliões lotaram as ruas da República e Lima e Silva | Foto: Alina Souza

Foliões lotaram as ruas da República e Lima e Silva | Foto: Alina Souza

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  • Franceli Stefani

“Mas que calor, ô ô ô ô ôô, atravessamos o deserto do Saara, o sol estava quente, queimou a nossa cara...”

Ao som de marchinhas consagradas, a festa na Cidade Baixa reuniu cerca de 25 mil pessoas na rua da República com a Lima e Silva, na Capital, na tarde desta terça-feira. O bloco Deixa Falar comandou a festa, que contou com a presença de inúmeros convidados. De acordo com o presidente do grupo, Maqui Borges, a festa teve um público muito democrático: “Estamos muito felizes com a participação de pessoas de todas as idades”, frisou.

Ele lembrou que o Deixa Falar é, tradicionalmente, conhecido como o bloco das marchinhas. “Esse ano tivemos a presença do Carlinhos Santos, um dos nomes de referência aqui em nosso Estado. Domingo passado, no aquecimento para a folia tivemos mais de 1,5 mil pessoas participando. É sempre assim, essa alegria e energia", declarou ele, sobre o bloco que faz festas há décadas.

Borges contou que é carnavalesco da cidade de Rio Pardo e tem orgulho de poder estar em Porto Alegre. “O bloco nasceu em 1927 no Rio de Janeiro e veio para o Estado em 1980, desde então diversas pessoas se unem para a folia.”

Do alto do palco, uma banda chamava os participantes para a festa. Enquanto isso, ocupando as ruas, pessoas de todas as idades e das mais distintas regiões da Capital e também de outros municípios, pulavam e se divertiam. A agente de viagens, Valéria Stheil, 28 anos, vestiu a fantasia e entrou na brincadeira. “É muito legal, é o nosso pedaço do Rio de Janeiro”, definiu.

Morador da rua da República, o projetista mecânico Alexandre Schumacher, 27 anos, contou que é a primeira vez que acompanha o Carnaval de Porto Alegre de tão perto. “As festas são normais, muita diversão e música. O problema é depois que os blocos param de animar, quando a polícia vai embora e não há mais segurança. Os carros de som voltam e muita gente acaba se importunando”, ponderou. Ele garantiu não se importar com a algazarra. A mãe, a funcionária pública, Silvia Schumacher, 52, moradora do bairro Nonoai, foi até a casa do filho para aproveitar a Folia: “Temos a sacada, podemos acompanhar tudo por aqui. Não é o Rio de Janeiro, mas é nosso camarote”.

Vestido de anjo, Douglas Freitas, 28 anos, saiu da Restinga para fazer a festa com os amigos na Cidade Baixa. “Estivemos aqui na segunda e voltamos na terça, faz cinco anos que participo porque é demais. Podemos conhecer muitas pessoas”. A estudante Virgínia Nogueira, 19 anos, nem foi para casa da noite anterior. “Ficamos por aqui mesmo. Carnaval é uma vez só por ano e precisamos comemorar. É bom demais.”

A Brigada Militar (BM) e a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) trabalharam na segurança de pedestres e também de motoristas. Durante o período de aglomeração, o trânsito no local foi modificado.