Correio do Povo | Notícias | Embaixadores do Ritmo deixará de existir após morte de Adolfo Giró, confirma filho de fundador

Porto Alegre, sexta-feira, 19 de Julho de 2019

  • 26/01/2019
  • 13:20
  • Atualização: 13:35

Embaixadores do Ritmo deixará de existir após morte de Adolfo Giró, confirma filho de fundador

Carnavalesco foi sepultado no Cemitério da Santa Casa em Porto Alegre neste sábado

Familiares e amigos compareceram ao sepultamento de Giró | Foto: Guilherme Almeida

Familiares e amigos compareceram ao sepultamento de Giró | Foto: Guilherme Almeida

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As últimas homenagens ao fundador e presidente de honra da Embaixadores do Ritmo, Adolfo Giró, 87 anos, foram prestadas no final da manhã de sábado durante o sepultamento realizado no Cemitério da Santa Casa, em Porto Alegre. Ele faleceu na sexta-feira no Instituto de Cardiologia, onde estava internado há uma semana após um infarto.

Um dos filhos do carnavalesco, Gustavo Adolfo Giró, confirmou emocionado que a escola de samba, nascida em 11 de fevereiro de 1950, deixou de existir com a morte do pai. “O grande legado que ele deixa é a seriedade, a honestidade, o carinho e respeito que sempre tratou tanto as pessoas como a cultura popular”, lembrou.

“Nós estávamos junto com ele na escola. Esse era o trato e compromisso da família de estar junto com ele a partir de 2000. Isso durou 19 anos. No momento em que falecesse a escola terminava. Ele era o único fundador vivo. A partir desse momento a Embaixadores do Ritmo terminou. Ela vai ficar para a história assim como ele”, anunciou.

"O samba resiste"

Mesmo assim, ele acredita que a família vai permanecer ligada ao mundo carnavalesco. O enredo em 2019 seria “O samba agoniza, mas não morre”. Para o filho de Giró, o samba “resiste e sempre vai resistir por que é da cultura do brasileiro, é uma cultura tão grande”.

No momento do sepultamento foi apresentada a bandeira da escola pela última vez diante do caixão com o corpo do carnavalesco. “Encerrou um ciclo”, resumiu o filho. 

"Cidade deve muito a ele"

Um dos presentes na cerimônia fúnebre foi o ex-prefeito de Porto Alegre, José Fogaça. “Convivi muito com ele. Giró era a razão de ser de uma das escolas mais importantes e das mais históricas da Capital. Sem ele, a escola deixa de existir. A cidade deve muito a ele", lamentou.

José Fogaça comandou o município entre 2005 e 2010. “Conhecia ele antes, mas nesse período trabalhamos muito juntos. Como prefeito que fui, me sinto na obrigação de agradecer por tudo que ele fez pela cidade, pela cultura, pelo povo, pela nossa gente. Ele sempre foi um sustentáculo, um baluarte, um lutador, uma persistência de décadas. É um dos valores que a cidade perde”, destacou. 

Além de familiares e amigos, carnavalescos e representantes de outras escolas de samba compareceram ao sepultamento de Giró, que deixa a esposa Isaura, os filhos Gustavo e Kleber, além de netos, bisnetos e tataraneto.