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  • 14/08/2017
  • 17:54
  • Atualização: 18:23

Taylor Swift chora durante alegações finais de julgamento por assédio sexual

Cantora chegou a sair momentaneamente da audiência para secar as lágrimas

Cantora acusa David Mueller, DJ de uma rádio, de apalpá-la antes de um show em 2013 | Foto: Instagram / Reprodução / CP

Cantora acusa David Mueller, DJ de uma rádio, de apalpá-la antes de um show em 2013 | Foto: Instagram / Reprodução / CP

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  • AFP

A estrela do pop Taylor Swift caiu no choro nesta segunda-feira durante as alegações finais do julgamento civil na qual ela acusa David Mueller, DJ de uma rádio, de apalpá-la antes de um show em 2013. A cantora saiu momentaneamente da audiência para secar as lágrimas, enquanto Gabriel MacFarland, advogado do acusado, questionava se o seu cliente teria alguma razão para passar a mão na cantora.

"Não sei que tipo de pessoa agarra ou apalpa uma estrela da música, mas não é esse homem", disse MacFarland no tribunal federal de Denver.  Também insistiu que a cantora estava equivocada ao afirmar que Mueller pôs a mão por baixo de sua saia e "agarrou a sua bunda".

A mãe da cantora, Andrea Swift, foi vista com lágrimas no olhos durante o julgamento, enquanto entregava lenços para sua filha. Taylor Swift alega que Mueller a apalpou durante uma sessão de fotos antes de um show. Seu agente se queixou com a emissora de rádio do DJ e ele foi demitido.

Mueller entrou com uma ação pedindo três milhões de dólares para a cantora por perda de renda, argumentando que as suas acusações provocaram a sua demissão. Enquanto isso, a popstar o processou por assédio sexual. "Os agressores como David Mueller têm direito de processar a sua vítima? Taylor Swift disse que não", alegou o advogado da cantora, Doug Baldridge.

O juiz do distrito William Martínez desconsiderou o caso na sexta-feira, alegando que não havia provas de que Mueller tivesse direito a uma indenização por danos e prejuízos por parte de Taylor. Martínez informou, no entanto, que era possível que um júri pudesse indenizar Mueller por danos devido à intervenção da equipe da cantora em seu trabalho na emissora Kygo.

O júri composto por seis mulheres e dois homens deve decidir se a mãe de Taylor Swift e o coordenador da rádio Frank Bell são os responsáveis pelos danos ao pressionar a emissora para que o demitissem. Robert Call, superior direto de Muller na Kygo no momento dos fatos, declarou que Bell não pediu a demissão do DJ.

Se o júri sentenciar a favor de Mueller, a indenização será limitada à quantidade devida pelos 18 meses restantes de seu contrato de dois anos. Também está pendente a ação de Taylor Swift, que alega que os atos de Mueller constituíram assédio sexual. A cantora pediu uma cifra simbólica como forma de reparar os danos, algo que teria "um valor incalculável. Seria passada a mensagem (...) de que cada mulher decide o que fazer com o seu corpo", afirmou Baldridge.