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  • 31/03/2017
  • 13:07
  • Atualização: 13:17

Betty, a feia mais famosa das Américas, chega ao teatro

Último capítulo da telenovela foi visto na Colômbia em maio de 2001

Atriz Ana María Orozco vai viver novamente a personagem | Foto: Guillermo Legaria / AFP / CP

Atriz Ana María Orozco vai viver novamente a personagem | Foto: Guillermo Legaria / AFP / CP

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  • AFP

"Eu sou Betty, a feia" está de volta. A garota que usa óculos de lentes grossas, tem um penteado estranho e um coração nobre volta à vida dessa vez em uma versão teatral, que estreou esta semana na Colômbia. Dezesseis anos depois da exibição do último capítulo da produção colombiana que conquistou vários países e teve várias versões, Beatriz Aurora Pinzón Solano deverá enfrentar novos desafios na Ecomoda, a empresa em concordata na qual trabalha como secretária e vive uma eterna paixão por seu patrão, o neurótico Armando Mendoza.

"É um presente para o público, para todos os fãs da Betty e para nós também. É uma oportunidade linda de retomar algo que significou tanto para todos nós", declarou à AFP Ana María Orozco, a atriz que vai viver novamente a personagem que conquistou o carinho dos telespectadores.

O último capítulo da telenovela, declarada em 2010 como a de maior sucesso de todos os tempos pelo Guinness World Records, foi visto na Colômbia em maio de 2001 e mostrou o casamento de Armando, interpretado por Jorge Enrique Abello, e Betty, que sofre um extreme remake e fica bonita. "A obra é um novo capítulo de cerca de uma hora e meia que transcorre em meio à falência da Ecomoda e das tentativas de Betty - ainda feia - por salvá-la", conta Natalia Ramírez, que vive Marcela Valencia, a noiva de Armando e uma das vilãs da história.

Ramírez, produtora do projeto, explica que a peça foi criada para que atraia a atenção dos fãs ou mesmo de quem nunca tenha visto a novela. "Tentamos fazer um espetáculo completo, utilizando todos os elementos do teatro", assegurou, por sua vez, Mario Ribero, o diretor da novela e agora da peça, acrescentando que a essência de cada personagem foi preservada. A ideia de levar a novela para os palcos ocorreu há 15 anos, mas o projeto não foi avante. "Na ocasião, estávamos todos muito cansados e todo mundo queria espairecer", explicou Ramírez.  Mas, em agosto passado, ele se reuniu com o autor de "Betty", Fernando Gaitán, que aceitou o projeto apenas se todo o elenco fosse reunido.  

Turnê internacional

Ramírez aceitou a tarefa e convenceu todos os 15 atores originais. Alguns não puderam aceitar devido a compromissos anteriores, como Mario Duarte (Nicolás Mora, o amigo feio de Betty) e Ricardo Vélez (o sedutor Mario Calderón). Gaitán entregou o texto final um mês depois e agora, além da turnê nacional, já pensam em viajar para outros países, como Estados Unidos, México, Argentina e Chile, onde a novela fez muito sucesso e teve versões locais. "Isso é como 'Chávez', estamos diante de uma obra mítica, que conquistou todo o mundo", afirma Julián Arango, que vive mais uma vez Hugo Lombardi, o mordaz e cruel estilista com fobia de feiura.

O elenco concorda que que Betty virou um clássico. A novela foi transmitida em mais de 120 países, incluindo o Brasil, e teve ao menos 28 adaptações, um 'spin-off' ("Ecomoda") e até uma versão animada. Nos Estados Unidos, virou uma série, "Ugly Betty", que ganhou novos ares. Houve, inclusive, planos de transformá-la em filme para cinema.

"As pessoas não querem que morra e, sim, que continue pertencendo em sua retina, em sua mente", assegura Abello. Apesar de a peça ter novos personagens, como um empresário italiano que se envolverá com o "Quartel das Feias", o grupo cômico de secretárias e amigas incondicionais da protagonista, algumas ausências e atores substitutos, a fórmula de sucesso não sofreu variações. "Betty continua sendo Betty, a feia", conclui Abello.


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