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Porto Alegre, segunda-feira, 23 de Outubro de 2017

  • 17/03/2017
  • 12:57
  • Atualização: 19:02

Zago cita reconstrução e admite que Inter está devendo no Gauchão

Para treinador, time estaria pronto para enfrentar Série A caso ocorra reviravolta no Tribunal Arbitral

Zago cita reconstrução e admite que Inter está devendo no Gauchão  | Foto: Luiz Felipe Mello / Especial / CP

Zago cita reconstrução e admite que Inter está devendo no Gauchão | Foto: Luiz Felipe Mello / Especial / CP

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  • Correio do Povo e Rádio Guaíba

O técnico do Inter, Antonio Carlos Zago, concedeu entrevista ao programa Ganhando o Jogo, da Rádio Guaíba, e admitiu que a equipe ainda está devendo no Gauchão. O treinador destacou nesta sexta que a equipe passa por um processo de reconstrução e prometeu ir com tudo para estar na segunda fase do campeonato estadual. 

"O Inter tinha uma característica diferente no ano passado e nós procuramos implantar outro método de treinamento e que a equipe jogasse no toque de bola, que faz parte da história do Inter. Devagar os jogadores vão melhorando. Nós temos um ótimo aproveitamento na Primeira Liga e na Copa do Brasil. No Gauchão, estamos devendo, mas nós vamos fazer de tudo para conquistar a classificação", disse Antonio Carlos. 

Questionado sobre a possibilidade de retorno do Inter à Série A por uma decisão do Tribunal Arbitral, já que o processo foi levado para instâncias internacionais, Zago disse que o planejamento e panorama previstos para temporada seriam modificados. "Mudaria tudo porque a equipe permaneceria na Série A e teria confrontos com grandes equipes do futebol brasileiro. O moral e a confiança seriam outros, mas acho que temos de trabalhar com a nossa realidade de agora", resumiu. 

Para Zago, se o Inter voltasse para a Série A de imediato, não haveria necessidade de repensar as contratações. "Nós estamos trabalhando em cima de atletas de Primeira Divisão. São jogadores que estavam em clubes que estão lá e outros que podem participar de confrontos assim. Se fôssemos disputar a Série A com as contratações que temos, poderíamos fazer uma boa campanha", observou.  

Montagem da equipe 

A exemplo do que fez na sua apresentação, Antonio Carlos comentou que não é preso a um esquema tático e recordou que o processo de montagem do time colorado se deu pelas características dos jogadores. "Nunca escondi que gosto ter atletas de velocidade pelos lados, mas o Inter hoje não tem esse tipo de jogador. O Pottker tem essa característica e ainda vai chegar, mas aqui eu fui procurando conhecer todos e trabalhando em cima das características do plantel", disse. 

Sem improvisação e D'Ale

Zago não se considera fã de improvisações, mas argumentou que a utilização de William no meio-campo diante do Juventude e contra o Sampaio Correa se deu pelo fato do jogador ter feito boas apresentações na posição no ano passado. "Contra o Juventude, eu desloquei o Uendel porque não tínhamos o Carlinhos e quis equilibrar o modo de atuar pelos dois lados. Não nos encontramos na partida, mas o William é um jogador que pode desempenhar várias funções", salientou. 

O treinador colorado acredita que um dos maiores desafios do atual Inter é substituir D'Alessandro. "Eu sempre falo que ele é o nosso principal jogador, o nosso líder. Ele está entre os três principais ídolos do clube e é difícil suprir a ausência dele. No mercado, há uma escassez de jogadores que possam substituí-lo", sublinhou. 

Construção a partir da defesa 

Uma das principais dificuldades do Inter de 2016 era o lançamento direto, da defesa para o ataque. Zago explicou que a orientação da comissão técnica para que os zagueiros sejam também construtores de jogadas. "Se eu tiver sempre uma ligação direta, os caras lá da frente vão levar pancada. Estamos melhorando isso porque a construção das jogadas começam com os defensores e a marcação inicia com os atacantes. Aos poucos, isso vai aparecendo", finalizou.