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  • 28/11/2015
  • 16:45
  • Atualização: 17:30

Gaúchos vão movimentar R$ 11 bilhões com pagamento do 13º salário

Especialistas orientam para um melhor uso do bônus que entra na economia a partir desta segunda

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  • Mauren Xavier

Mais de R$ 173 bilhões serão injetados na economia com o pagamento do 13º salário, segundo o Dieese. Só no Rio Grande do Sul serão R$ 11 bilhões. Basicamente os caminhos para uso do dinheiro são quatro a partir desta segunda, quando é paga a primeira parcela: pagar dívidas, comprar presentes para si e para os outros, guardar para pagar despesas de início de ano ou ainda investir. Pesquisa do SPC Brasil e CNDL mostra 57 milhões de brasileiros com o nome registrado em cadastro de devedores, o que significa 38,9% da população adulta.

O presidente da DSOP Educação Financeira, Reinaldo Domingos, assinala: “Só 5% dos brasileiros poupam. Os demais, ou estão com as contas equilibradas ou com dívidas.” Ele orienta os trabalhadores a aproveitar o 13º para rever a situação financeira. “Talvez destinar parte para o pagamento de contas e outra para a poupança, prevendo uma viagem futura”, sugere. Para o professor de economia da Faculdade Mackenzie Rio Marcelo Anache, a antecipação do 13º pode ser uma boa opção para quitar débitos, desde que as taxas sejam vantajosas. O economista da FEE Guilherme Stein também é favorável à quitação de dívidas. “É prudente que qualquer ganho adicional que o trabalhador tiver seja usado para quitar dívidas pendentes”, concluiu.

Compras devem ser bem planejadas

Engana-se quem acredita que boa parte do 13º salário não irá parar no comércio, apesar das dicas dos especialistas em investimentos. Segundo o SPC Brasil, quatro em cada dez brasileiros pretendem usar parte do bônus em presentes. A recomendação é que as compras de final de ano sejam bem pensadas e bem planejadas, evitando a criação de dívidas futuras.

Segundo a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, a dica é optar pelo pagamento à vista, mas se o parcelamento for inevitável é melhor adotar poucas parcelas, além de presentes mais baratos, como as famosas lembrancinhas. “Com o dinheiro na mão, o ideal é negociar descontos atrativos nas lojas”, observa. O presidente do Sindilojas Porto Alegre, Paulo Kruse, admite que o consumidor está cauteloso e diz que o comerciante precisa fazer sua parte com promoções, opções de pagamento e atendimento diferenciado: “O consumidor na última hora não vai se privar de gastar. Talvez só gaste menos”. A Associação Gaúcha de Supermercados estima que esses estabelecimentos ficarão com 20% do valor que será injetado na economia.