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Porto Alegre, quinta-feira, 20 de Junho de 2019

  • 08/05/2018
  • 18:43
  • Atualização: 18:44

IBGE aguarda posição da AGU para continuar trabalho com o RS

Extinção da FEE motivou consulta à Advocacia-Geral da União sobre repasse de dados sigilosos

Extinção da FEE motivou consulta do IBGE à AGU | Foto: FEE / RS

Extinção da FEE motivou consulta do IBGE à AGU | Foto: FEE / RS

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) consultou a Advogacia-Geral da União (AGU) sobre a próxima liberação de dados sigilosos necessários para a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul e dos municípios gaúchos. A consulta ocorreu após a extinção da Fundação de Economia e Estatística (FEE), então parceira do órgão nacional no estudo.

De acordo com o IBGE, o órgão só decidirá como proceder após a resposta da AGU, o que não tem prazo para acontecer. Com o entrave, existe o risco da divulgação do PIB atrasar. Segundo o IBGE, a estimativa inicial é que ocorra no fim do ano, entre os meses de novembro e dezembro. O tempo perdido até agora, conforme a assessoria de imprensa do órgão, não deve atrasar a publicação.

Após a extinção da FEE, o Piratini contratou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) para elaborar os indicadores econômicos do Estado, entre eles o PIB. Em nota, a Secretaria Estadual do Planejamento, Governança e Gestão (SPGG) afirma que o convênio com o IBGE para a realização do PIB será mantido. “Porém, o convênio não mais será com a extinta FEE e, sim, com a própria secretaria.”

Convênio com a Fipe gera economia, diz governo

Após 44 anos de existência, as atividades da FEE foram encerradas em 6 de abril, por meio de decreto publicado no Diário Oficial do Estado. O governo Sartori argumenta que a extinção da Fundação e a contratação da Fipe gera economia: “Para realizar as 20 atividades de consultoria nas sete áreas de atuação, a Fipe utilizará uma equipe de 17 pessoas e custará R$ 3,3 milhões. Se comparada a FEE, as mesmas 20 atividades eram realizadas por 41 pessoas ao custo R$ 6 milhões”, diz a nota da SPGG, que lembra ainda dos encargos sociais, “que representam um acréscimo de 46% do valor total”.


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