Seleção rigorosa no tabaco é foco de ação educativa na Expoagro Afubra

Seleção rigorosa no tabaco é foco de ação educativa na Expoagro Afubra

Empresa orientou fumicultores sobre a importância da separação de materiais estranhos para garantir qualidade e valorização na venda da colheita

Larissa Mamouna
Em inglês há até uma sigla para esse controle: Non-Tobacco Related Material (NTRM)

Em inglês há até uma sigla para esse controle: Non-Tobacco Related Material (NTRM)

Apresentada no espaço de Inovação do Agro da Expoagro Afubra, em Rio Pardo, uma ação simples estava entre as que mais chamavam a atenção dos visitantes. No estande da China Brasil Tabacos na feira agropecuária, que encerrou na sexta-feira, dia 28, o público era incentivado a selecionar que materiais agregados ao tabaco causavam diferentes graus de severidade. O motivo da iniciativa educativa por meio dessas decisões tem como objetivo mostrar que a dedicação e a atenção aos detalhes fazem toda a diferença para a qualidade dos produtos provenientes desta atividade. O coordenador de Agronomia da empresa localizada em Venâncio Aires, Reinaldo Luiz Pacheco, explica que a limpeza, a separação e a organização das folhas do fumo influenciam diretamente na valorização do esforço de trabalho dos produtores no momento da comercialização.

Segundo Pacheco, a dedicação e a atenção aos detalhes deve ser realizada pelos produtores de forma rigorosa de qualquer material estranho que possa comprometer a qualidade e a integridade do tabaco. Em inglês há até uma sigla para esse controle: Non-Tobacco Related Material (NTRM).

“Barbante, plásticos, sintéticos, pregos e penas de aves”, são alguns exemplos que podem eliminar a aquisição de um lote (pela indústria)”, detalha o coordenador.

Conforme Pacheco, os materiais estranhos não são, obrigatoriamente, uma conduta de má fé. Ele conta que já houve casos de serem encontradas bijuterias como brincos e pulseiras e até celulares nos fardos a serem prensados. Além do risco de danificar equipamentos, os NTRM impactam na qualidade do produto final que considerada o açúcar, a nicotina e a oleosidade no tabaco.

O coordenador detalha que tudo que é material estranho deve ser separado, de todas as folhas do tabaco. “Sabemos que é complicado, mas se o produtor realizar a separação mais ganho terá porque fica evidenciado o tabaco, sua cor que pode ser mais forte, leve ou escura”, ressalta, apontando que os NTRN são prejuízos tanto para a empresa quanto para o produtor.

Pacheco trabalha na agronomia voltada ao setor há 40 anos, com medidas de respeito à natureza, meio ambiente, orientação correta sobre o uso de defensivos agrícolas, entre outras boas práticas que proporcionam menor custo e maior produtividade a partir de informação e tecnologia para os produtores rurais. Em virtude da experiência de longa data acumulada, o coordenador destaca que, por volta dos anos 2000, se observou um processo de mudança com o início da mecanização das lavouras de tabaco.

“Facilitou o trabalho mas isso não quer dizer que ele (produtor) está fazendo a coisa de forma correta. E a China Brasil tem ajudado o produtor, com diálogo, a melhorar técnica e conhecimento”, esclarece, contando que já atuou em oito países, como Filipinas e Romênia.

Para a Expoagro Afubra, o coordenador destaca que optaram por trazer uma ação educacional simples mas assertiva. A China Brasil Tabacos é a maior exportadora de tabaco nacional para o país asiático. A empresa integra 23.900 produtores e tem 38.100 hectares contratados. No total, comercializa para 22 países, sendo os principais mercados localizados no Extremo Oriente, África/Oriente Médio e União Europeia.

Veja Também

Inscreva-se na newsletter CP Rural

Conheça as novidades do agronegócio. Quinzenalmente, às terças-feiras.


Correio do Povo
DESDE 1º DE OUTUBRO 1895